Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Filha de casal assassinado em SP escondeu namoro por dois anos

Suzane von Richthofen, 19, e Daniel Cravinhos de Paula e Silva, 21, mantiveram o namoro escondido dos pais da garota por quase dois anos. Somente neste ano o casal Richthofen foi informado sobre o relacionamento. Manfred von Richthofen, pai da garota, não aceitava que a filha namorasse um jovem que não estudava nem trabalhava. Suzane está no primeiro ano do curso de direito na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Daniel se diz "autônomo" e não fez faculdade.

Sábado, 09 de Novembro de 2002 às 14:20, por: CdB

Suzane von Richthofen, 19, e Daniel Cravinhos de Paula e Silva, 21, mantiveram o namoro escondido dos pais da garota por quase dois anos. Somente neste ano o casal Richthofen foi informado sobre o relacionamento. Manfred von Richthofen, pai da garota, não aceitava que a filha namorasse um jovem que não estudava nem trabalhava. Suzane está no primeiro ano do curso de direito na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Daniel se diz "autônomo" e não fez faculdade. Segundo o aposentado Walter Nimir, 65, amigo de Richthofen há 25 anos, o pai da garota comentou há cerca de dois meses que ela tinha um novo namorado que não era do seu agrado. Suzane e Daniel se conheceram há quase três anos no parque Ibirapuera (zona sul de São Paulo), quando ele acompanhava um show de aeromodelismo. Segundo o delegado Enjolras Rello de Araújo, do 27º DP (Campo Belo), taxistas de um ponto próximo à casa de Daniel disseram que Suzane usava seus serviços há mais de um ano. Segundo a polícia, após comunicar o namoro aos pais de Suzane, Daniel chegou a viajar para o sítio dos Richthofen em São Roque (59 km de São Paulo). Araújo disse que a empregada Reinalva de Almeida Lira, que trabalha na casa desde 1º de setembro, afirmou nunca ter visto Daniel na residência de seus patrões. O delegado disse ainda que, segundo um vigia da rua, Daniel visitava a casa de Suzane quase todas as tardes, quando os pais dela e a empregada não estavam. Segundo o promotor Virgílio Ferraz do Amaral, que acompanhou a investigação policial, Suzane citou várias discussões que teve com o pai sobre o namorado. Numa delas, ele teria ameaçado deserdar a filha se ela não deixasse Daniel. Em outra, chegou a dar um tapa na filha, segundo o relato dela ao promotor.

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