Fifa veta chefe da federação italiana por comentário racista
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Carlo Tavecchio, foi impedido de ocupar qualquer cargo na Fifa durante seis meses devido a um comentário supostamente racista que fez em agosto. A Uefa já impôs uma sanção semelhante ao dirigente de 71 anos, e a decisão anunciada nesta quarta-feira pela Fifa foi mais um constrangimento para a FIGC, cuja própria investigação inocentou Tavecchio.
Presidente da Federação Italiana de Futebol, Carlo Tavecchio, em foto de arquivo em Roma Ex-jogador Fabio Cannavaro, capitão da Itália no tretracampeonato mundial em 2006, participa de entrevista como novo técnico do time chinês Guangzhou Evergrande Taobao, em Guangzhou
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Carlo Tavecchio, foi impedido de ocupar qualquer cargo na Fifa durante seis meses devido a um comentário supostamente racista que fez em agosto.
A Uefa já impôs uma sanção semelhante ao dirigente de 71 anos, e a decisão anunciada nesta quarta-feira pela Fifa foi mais um constrangimento para a FIGC, cuja própria investigação inocentou Tavecchio.
O dirigente despertou revolta ao fazer um comentário sobre uma suposta falta de oportunidades para jovens jogadores italianos em times profissionais do país. Ele citou um jogador africano fictício chamado "Opti Poba" que estaria tirando vaga de jovens italianos.
- Na Inglaterra, eles identificam os jogadores que estão chegando e, se forem profissionais, têm chance de jogar. Aqui, em vez disso, temos o 'Opti Poba', que até então comia bananas e de repente está na escalação da Lazio.
A Fifa declarou que Tavecchio ficará “inelegível para qualquer cargo oficial da Fifa por um período de seis meses a partir de 7 de outubro de 2014”.
Como chefe de uma das maiores federações do mundo, normalmente Tavecchio seria considerado uma escolha natural para um dos comitês da Fifa.
Apesar da polêmica, ele saiu vencedor de uma eleição da FIGC contra Demetrio Albertini, ex-meio-campista do Milan, com o apoio de clubes de divisões menores e de ligas amadoras, resultado que despertou mais dúvidas sobre a postura italiana em relação ao racismo no futebol.
Fabio Cannavaro
Fabio Cannavaro, capitão da Itália no tretracampeonato mundial, em 2006, substituirá seu ex-técnico de seleção Marcello Lippi no comando dos atuais campeões chineses Guangzhou Evergrande na próxima temporada, anunciou o clube na quarta-feira.
Lippi, de 66 anos, disse que assumiria o papel de diretor técnico pelo restante de seu contrato de três anos assinado em fevereiro, após liderar o clube na quarta conquista seguida da liga chinesa, no último fim de semana.
O clube revelou seu novo técnico em uma coletiva de imprensa em Guangzhou, e Cannavaro publicou sua declaração no Twitter: “Campões da Superliga Chinesa Guangzhou Evergrande divulgam oficialmente Fabio Cannavaro como novo técnico."
Lippi manterá o título como “técnico principal”, enquanto Cannavaro será o “técnico executivo” e responsável pelo andamento diária do time, informou o clube.
Cannavaro, de 41 anos, jogou 136 vezes com a camisa da Itália em uma brilhante carreira e levantou a taça na Copa do Mundo da Alemanha em 2006, quando Lippi era técnico.
O ex-jogador passou por Napoli, Parma, Inter de Milão, Juventus e Real Madri como zagueiro e encerrou sua carreira no clube Al Ahli, dos Emirados, onde permaneceu como consultor técnico após sua aposentadoria.
Lippi venceu três títulos da liga chinesa, a copa interclubes da China e a Liga dos Campeões da Ásia de 2013 desde que assumiu o clube há dois anos.
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