Os custos judiciais mais do que dobraram para US$ 50 milhões durante 2015, mas a Fifa espera que esses custos diminuam consideravelmente no futuro
Por Redação, com Reuters - de Zurique:
A Fifa registrou prejuízo de US$ 91 milhões em 2016, uma vez que os custos relacionados ao maior escândalo de corrupção na história da entidade e investimentos que fracassaram pesaram sobre as contas, e estimou, nesta sexta-feira, um prejuízo ainda maior neste ano.
O prejuízo do ano passado, que aumentou em relação aos US$ 117 milhões perdidos em 2015. Aconteceu devido aos altos custos judiciais. E pela realização de um congresso extraordinário convocado para a eleição de um novo presidente. Depois que Joseph Blatter renunciou em meio a denúncias de corrupção.
Os custos judiciais mais do que dobraram para US$ 50 milhões durante 2015. Mas a Fifa espera que esses custos diminuam consideravelmente no futuro.
Investimentos apontados pela Fifa como "mal planejados". Como o museu do futebol e o hotel da entidade em Zurique. Assim como novos padrões de contabilidade. Também contribuíram para o prejuízo.
A federação internacional de futebol também aumentou seus gastos com o que descreveu como educação. E desenvolvimento para US$ 428 milhões durante 2016, ante US$ 187 milhões um ano antes.
Como resultado das perdas, divulgadas no balanço financeiro anual da Fifa, as reservas da federação caíram para US$ 1,048 bilhão. Ante US$ 1,41 bilhão em 2015.
A Fifa disse que antecipa um prejuízo de US$ 489 milhões em 2017, mas deve voltar a registrar lucro, de US$ 1,07 bilhão, em 2018, quando a Copa do Mundo será realizada na Rússia, levando seu resultado financeiro para o período 2014-2018 a um lucro de US$ 100 milhões.
Divisão de Vagas
A Fifa apresentou sua proposta de distribuição de vagas para uma Copa do Mundo com 48 seleções nesta quinta-feira, incluindo um lugar automático para a Oceania, 16 vagas para a Europa –acima das atuais 13– e uma repescagem com seis países de diferentes regiões por mais duas vagas.
A proposta será enviada ao Conselho da Fifa para a próxima reunião do órgão, no Bahrein, em maio, para uma decisão final, informou a Fifa.
Sob a proposta apresentada pelo comitê criado pela Fifa para a ampliação da Copa do Mundo em 2026. A Europa ficaria com 16 vagas, a África com nove, a Ásia com oito, a América do Sul com seis, a Concacaf com seis e a Oceania com uma, totalizando 46 times.
O país-sede se classificaria automaticamente, e sua vaga seria retirada de sua respectiva confederação.
As duas vagas restantes seriam decididas em um torneio de repescagem com seis países que aconteceria no país-sede da Copa do Mundo. Possivelmente em novembro do ano anterior ao Mundial, afirmou a Fifa.
Esse torneio teria um país de cada confederação, com exceção da Uefa, e uma extra para o continente do país-sede.
A atual distribuição é de 13 vagas para a Europa, cinco para a África, quatro para Ásia e América do Sul e três para a Concacaf. Ásia, América do Sul, Concacaf e Oceania também têm uma vaga cada em dois duelos da repescagem.
A Fifa decidiu em janeiro ampliar o tamanho da Copa do Mundo de 32 seleções para 48.