Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Fifa: Suíça aprova extradição de dirigente venezuelano para os EUA

Autoridades da Suíça aprovaram a extradição do dirigente de futebol venezuelano Rafael Esquivel para os Estados Unidos como parte da investigação sobre corrupção no futebol, informou o governo suíço nesta quarta-feira.

Quarta, 23 de Setembro de 2015 às 09:05, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Zurique: Autoridades da Suíça aprovaram a extradição do dirigente de futebol venezuelano Rafael Esquivel para os Estados Unidos como parte da investigação sobre corrupção no futebol, informou o governo suíço nesta quarta-feira.
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Autoridades da Suíça aprovaram a extradição do dirigente de futebol venezuelano Rafael Esquivel
O ex-presidente da Federação Venezuelana de Futebol e membro do comitê executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) foi preso em Zurique em maio juntamente com seis outros dirigentes da Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Ele tem 30 dias para apelar da decisão da Justiça Federal da Suíça) que autoriza a extradição. O indiciamento da Justiça norte-americana acusa Esquivel de receber propinas de milhões de dólares em conexão com a venda de direitos de marketing para as edições de 2007, 2015, 2016, 2019 e 2023 da Copa América. Dos sete dirigentes presos em maio, o ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb concordou em julho em ser extraditado a Nova York. Ele se declarou inocente e foi solto sob fiança. Na semana passada, a Suíça assentiu em enviar o cidadão uruguaio Eugenio Figueredo aos EUA para ajudar no inquérito. Figueredo comunicou que irá apelar da decisão, segundo uma porta-voz do escritório federal. Zico critica regras O ex-jogador Zico, candidato à presidência da Fifa, acredita que as regras para eleger o chefe da entidade que controla o futebol mundial são injustas, defasadas e sujeitas à pressão externa. Zico, que disputou três Copas do Mundo e é considerado um dos melhores jogadores da história, também fica decepcionado que a atual geração de jogadores tenha medo de falar o que pensa sobre questões importantes de futebol. Em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters no caminho para a sede da Fifa para uma reunião com o presidente Joseph Blatter, Zico disse que considera errado que os candidatos precisem ter apoio por escrito de cinco associações de futebol. Para ele, as regras deixam as associações nacionais sujeitas a uma pressão das confederações continentais, que geralmente querem que seus membros votem em bloco. – Eu sabia disso e as dificuldades que outros candidatos passaram, mas você sempre tem que tentar na vida – declarou. "Estou envolvido no futebol há 45 anos e há outros profissionais como eu que perdem a chance de serem candidatos por causa desta regra de cinco associações", disse. – As confederações (continentais) metem o nariz nisso e colocam pressão sobre as associações nacionais que não têm independência para fazer as suas escolhas – completou. Perguntado se acredita que as federações nacionais temem represálias por apoiar um candidato, ele disse: "Eu tive pensamentos semelhantes. As associações devem ter sua liberdade e independência." Zico, que desde o início disse que teria dificuldade para conseguir apoio suficiente, também estava tentando entender por que a Confederação Sul-Americana de Futebol tinha decidido apoiar o francês Michel Platini na eleição. O ex-jogador é um dos candidatos que pretendem substituir Blatter, que anunciou logo após ser reeleito em maio que deixaria o cargo. A nova eleição ocorre em 26 de fevereiro. Segundo o brasileiro, jogadores, treinadores, torcedores e veículos de comunicação deveriam votar na eleição presidencial da Fifa. "A eleição na sua forma atual é completamente defasada; todo mundo do futebol precisa participar", disse. – Quando votamos para o Jogador do Ano, os técnicos, jogadores, capitães, a mídia e os torcedores participam, então por que não fazer isso para o presidente (da Fifa). No momento, não há debate, e as eleições estão cada vez mais sem legitimidade.      
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