Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Fifa quer resolver seu futuro sobre escolhas de sedes

A Fifa livrou-se por um bom tempo do polêmico tema de escolha de sedes das Copas do Mundo e agora poderá dedicar-se a resolver o próprio futuro, após meses bastante conturbados.

Sexta, 03 de Dezembro de 2010 às 11:10, por: CdB

A Fifa livrou-se por um bom tempo do polêmico tema de escolha de sedes das Copas do Mundo e agora poderá dedicar-se a resolver o próprio futuro, após meses bastante conturbados. Após ter decidido realizar a Copa de 2018 na Rússia e a de 2022 no Catar, a Fifa pode passar os próximos dez anos sem ter de escolher uma nova sede de Mundial, já que a competição seguinte só acontecerá em 2026. Isso pode levar a federação internacional a dar uma boa olhada para o retrovisor. O comitê-executivo da Fifa, responsável por tomar as principais decisões no mundo do futebol, foi reduzido de 24 a 22 membros após um escândalo de corrupção no mês passado que resultou na suspensão de dois integrantes, um deles por ter aceito suborno. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, envergonhado depois que o caso foi revelado pelo jornal britânico Sunday Times, e não pela própria federação, disse à época que a entidade precisa ser mais rígida para impedir condutas irregulares. - Temos que trabalhar para evitar situações como essa no futuro. Essa é uma questão delicada -, disse ele. - Pela experiência na vida, você não pode repetir o mesmo erro. Concluiu. O ex-secretário-geral Michel Zen-Ruffinen pediu que a Fifa seja alvo de investigações externas. Mas a questão é se a entidade vai mesmo agir, sem ter de se preocupar pela próxima década com a definição de sedes da Copa do Mundo, ou se vai simplesmente se acomodar e deixar a poeira baixar. Blatter insistiu que o comitê de ética, liderado pelo ex-atacante suíço Claudio Sulser, é capaz de policiar a Fifa. Mas, em meio às crescentes preocupações para a imagem do país-sede da Fifa, o ministro do Esporte do governo suíço considera a possibilidade de ampliar a abrangência de suas leis anticorrupção, que atualmente não abarcam organizações esportivas internacionais. Se a lei for mudada, a Fifa será obrigada a aceitar interferência externa, goste disse ou não.

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