A câmara adjudicatória do comitê disse ter iniciado procedimentos formais contra Niersbach, que era vice-presidente do comitê organizador da Copa de 2006
Por Redação, com Reuters - de Zurique:
O ex-presidente da Associação de Futebol Alemã (DFB, na sigla em alemão) Wolfgang Niersbach pode ser afastado do esporte por dois anos ao final de uma investigação da Fifa sobre supostas irregularidades na concessão da sede da Copa do Mundo de 2006 à Alemanha.
Niersbach, que ainda faz parte do Conselho da Fifa, assim como do Comitê Executivo da Uefa, renunciou o comando da DFB em novembro por não ter sido capaz de explicar um pagamento de 6,7 milhões de euros dos organizadores do Mundial alemão para a Fifa.
Nesta sexta-feira, um relatório da câmara investigadora do Comitê de Ética da Fifa, órgão independente, revelou que Niersbach violou seu código de ética e recomendou que ele seja banido por dois anos de todas as atividades relacionadas ao futebol e receba uma multa equivalente a 30.300 dólares.
Niersbach, que negou repetidamente qualquer ato irregular, disse discordar da severidade das punições.
– As recomendações de sanções da câmara investigadora são inexplicáveis – disse em comunicado.
Ele disse que está sendo investigado agora por não ter informado o Comitê de Ética da Fifa no ano passado a respeito de acontecimentos referentes ao caso de 2006.
A câmara adjudicatória do comitê disse ter iniciado procedimentos formais contra Niersbach, que era vice-presidente do comitê organizador da Copa de 2006, depois de uma recomendação da câmara investigadora.
Acusação de corrupção
Julio Rocha, um ex-dirigente da Fifa da Nicarágua que foi responsável por supervisionar as atividades de desenvolvimento da entidade mundial de futebol na América Central, foi extraditado da Suíça aos Estados Unidos para enfrentar acusações decorrentes de uma ampla investigação sobre pagamento de subornos.
William Sullivan, advogado de Rocha, confirmou que seu cliente foi extraditado e disse que ele irá se declarar inocente das acusações, que também incluem lavagem de dinheiro e fraude eletrônica.
O Escritório de Justiça Federal da Suíça (FOJ, na sigla em inglês) informou que dois policiais dos EUA se encarregaram de Rocha em Zurique e o acompanharam em um voo a Nova York.
Rocha, que também é ex-presidente da federação de futebol da Nicarágua, deve comparecer a um tribunal federal do Brooklyn, em Nova York, nesta quarta-feira para ser denunciado pelas acusações, que ainda incluem conspiração para extorquir.
O ex-dirigente é um dos 42 indivíduos e entidades acusados na investigação norte-americana sobre mais de US$ 200 milhões em subornos e propinas solicitados por dirigentes de futebol para ceder direitos de marketing e de transmissão televisiva de partidas e torneios.
Ele foi um dos sete dirigentes presos em um hotel de Zurique em maio de 2015 em meio ao inquérito, que mergulhou a Fifa e outras entidades em uma crise. Até agora, 15 indivíduos e duas entidades privadas se declararam culpados.