Fifa: Jérôme Champagne tentará nova candidatura à presidência
O francês Jérôme Champagne vai concorrer novamente à presidência da Fifa, dizendo que a entidade que administra o futebol mundial precisa ser salva do colapso e a Copa do Mundo precisa ser protegida.
Por Redação, com Reuters - de Paris/Rio de Janeiro:
O francês Jérôme Champagne vai concorrer novamente à presidência da Fifa, dizendo que a entidade que administra o futebol mundial precisa ser salva do colapso e a Copa do Mundo precisa ser protegida.
Champagne, que já ocupou quatro cargos na Fifa, incluindo o de vice-secretário-geral, entre 1999 e 2010, afirmou que a organização está “em perigo” desde que foi assolada por uma série de escândalos de corrupção ao longo dos últimos anos.
O francês Jérôme Champagne vai concorrer novamente à presidência da Fifa
– Precisamos salvar a Fifa e seu papel de governança e redistribuição, que estão em perigo no momento no qual são mais necessários – disse Champagne em uma carta às 209 associações filiadas à Fifa, que irão escolher o próximo presidente no Congresso da entidade em 26 de fevereiro do 2016.
– Também precisamos restaurar a credibilidade da Fifa e prepará-la para os desafios de um mundo em mudança constante... Precisamos proteger a Copa do Mundo como aquele momento de comunhão planetária durante o qual o orgulho de nossas cores e a amizade entre os povos do mundo estão realmente no altar – acrescentou.
A Fifa mergulhou no caos em maio, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou 14 dirigentes e executivos de marketing esportivo por uma série de acusações de corrupção.
Em junho, o atual presidente, Joseph Blatter, anunciou que iria renunciar apenas quatro dias depois de ser reeleito para um quinto mandato de quatro anos.
No início deste mês, Blatter e Michel Platini, presidente da Uefa e até então favorito a substitui-lo, foram suspensos por 90 dias em razão de um pagamento da Fifa a Platini que está sendo investigado por um comitê de ética.
O ex-jogador brasileiro Zico também quer concorrer, mas está tendo dificuldades para obter o apoio de cinco associações.
Del Nero
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, garantiu na quinta-feira que não deixará os cargos que ocupa em comitês da Fifa e da Conmebol , apesar de rumores sobre a sua saída em meio a investigações de irregularidades no mundo do futebol, que levaram à prisão de seu antecessor na CBF, José Maria Marin.
Del Nero tem se ausentado das reuniões das duas entidades. Ele estaria evitando viagens ao exterior após a prisão de Marin na Suíça como parte de uma investigação de autoridades dos Estados Unidos sobre irregularidades no futebol. Marin pode ser extraditado aos EUA.
– Não tem nada disso. Nada muda. Não vou sair – disse o dirigente a um pequeno grupo de jornalistas, após a convocação do técnico Dunga para os jogos contra Argentina e Peru, pelas Eliminatórias, no mês de novembro. Na entrevista coletiva após o anúncio dos convocados, Del Nero se recusou a comentar as notícias de que deixaria os cargos na Fifa e na Conmebol.
Em ritmo apressado para se livrar do cerca de três jornalistas que o aguardavam do lado de fora da sala onde foi realizada a entrevista de Dunga, Del Nero se recusou a parar para conversar com a imprensa, e apenas repetiu a resposta de que nada mudaria.
Ao ser questionado por um jornalista se viajaria para a Argentina para acompanhar a seleção pela terceira rodada das eliminatórias, Del Nero brincou: “ Eu vou sim, e vou te levar”.
Nesta semana, a Fifa anunciou que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, Franz Beckenbauer, um dos maiores astros do futebol alemão, e o vice-presidente da Fifa Angel Maria Villar, além de outros ex-membros do Comitê Executivo da Fifa, estão entre os investigados pelo Comitê de Ética da entidade.
Em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters nesta semana, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, declarou que Del Nero não deixará os comitês da Fifa e da Conmebol e acrescentou que o dirigente será representado nas reuniões desses órgãos pelo vice-presidente da CBF Fernando Sarney e pelo presidente da Federação Paulista de Futebol e diretor da CBF, Reinaldo Bastos.
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