Fifa cobra atenção a direitos humanos em sedes de Copa do Mundo
O ex-presidente da Federação Alemã de Futebol Theo Zwanziger, um dos 25 membros do Comitê Executivo da Fifa, defendeu nesta quinta-feira que a entidade máxima do futebol observe com atenção se um país respeita os direitos humanos na hora de escolher a sede de uma Copa do Mundo.
Quinta, 13 de Fevereiro de 2014 às 10:16, por: CdB
Theo Zwanziger, ex-presidente da federação alemã e membro Comitê Executivo da Fifa, diz no Parlamento Europeu que questão dos direitos humanos deveria ser critério na hora de decidir que país vai receber um Mundial
O ex-presidente da Federação Alemã de Futebol Theo Zwanziger, um dos 25 membros do Comitê Executivo da Fifa, defendeu nesta quinta-feira que a entidade máxima do futebol observe com atenção se um país respeita os direitos humanos na hora de escolher a sede de uma Copa do Mundo.
- A opção pelo Catar aconteceu num momento em que questões de direitos humanos não eram tematizadas em grande escala - afirmou o cartola da Fifa durante uma audiência na Comissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu, em Bruxelas. "No futuro, teremos que atribuir a essa questão um peso muito maior."
Zwanziger disse que a Fifa não é a única responsável pela maneira como o mundo futebolístico lida com o Catar. Segundo ele, clubes que fazem pré-temporada no emirado não devem fechar os olhos para a situação local. Na atual temporada, Bayern de Munique e Schalke passaram pelo país.
O cartola também pressionou o emirado a rever as condições de trabalho para os imigrantes que ajudam a construir os estádios da Copa de 2022. "Na questão de direitos humanos não há mais tempo a perder", declarou. "Nos seus investimentos em concreto, o Catar precisa primeiro se perguntar que consequências isso tem para as pessoas que trabalham com esse concreto."
Zwanziger, que em entrevistas para a imprensa alemã já criticou abertamente a escolha do Catar, disse porém que não faz sentido tirar o Mundial do país. Segundo ele, as obras para a Copa recém começaram. Segundo denúncias do jornal britânico Guardian, porém, mais de cem pessoas morreram em obras para a Copa do Mundo de 2022.
Racismo
A presidente Dilma Rousseff lamentou nesta quinta-feira o episódio de racismo sofrido pelo jogador Tinga, do Cruzeiro, durante a derrota de 2 x 1 da equipe mineira para o Real Garcilaso, no Peru, pela Copa Libertadores.
Em sua conta no Twitter, a presidente disse que "estamos todos fechados com o Tinga" e lembrou que a Copa do Mundo deste ano, que será disputada no Brasil, terá o combate ao racismo como um de seus lemas.
- Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem (quarta-feira), no Peru escreveu Dilma, lembrando que após a partida, Tinga disse que trocaria todos os títulos que conquistou em sua carreira por um mundo em que houvesse igualdade entre as raças.
O jogador, de 36 anos e que entrou no decorrer da partida substituindo Ricardo Goulart, foi alvo de ofensas racistas da torcida peruana, que imitava sons de macaco cada vez que ele tocava na bola.
- Joguei alguns anos na Europa onde se fala muito de racismo e nunca aconteceu isso comigo. De repente, em um país tão próximo, tão parecido com a gente pela mistura, acontece uma coisa dessa - disse Tinga, segundo o site oficial do Cruzeiro.
A próxima partida dos atuais campeões brasileiros pela Libertadores está marcada para o dia 25 deste mês, em casa contra o Universidad de Chile.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.