A Fifa anunciou, nesta terça-feira, a escolha do Brasil como país-sede da Copa de 2014. O presidente da entidade, Joseph Blatter, elogiou a apresentação pelo Comitê Organizador, preparado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No Rio de Janeiro, duas imensas camisas verde-amarela foram estendidas no gramado do Estádio do Maracanã, onde deverá ser disputada a final do torneio. No Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, outra bandeira gigantesca foi exibida.
Um vídeo preparado pelos brasileiros mostrou pontos positivos do País, como as belezas naturais e a infra-estrutura turística. Foram exaltados também feitos do governo Lula, como as ações de combate à pobreza e os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O anúncio oficial da escolha do Brasil será feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, às 12 horas desta terça-feira, e será acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Blatter e o restante da cúpula da Fifa dizem apostar num bom trabalho do Brasil, que foi o único país a se candidatar para sediar o Mundial de 2014. Os dirigentes do futebol muncial alertam, porém, que a realização da Copa de 2014 não pode - e não deve - servir para uso político.
No último domingo, em jantar com governadores, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valke, advertiu claramente que o torneio não pode ser associada a projetos políticos. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que a Fifa quer um torneio apolítico.
Por causa da rivalidade entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, que Braga acabou sendo escolhido para falar em nome dos 12 governadores que estão em Zurique para garantir jogos da Copa em seus Estados.
Braga afirmou que foi o escolhido por representar a Amazônia, região que desperta fascínio no exterior. Ao som de samba e imagens do País, o filme garante que o PAC vai trazer mais de US$ 60 bilhões em investimentos até 2010 e anuncia o crescimento econômico do Brasil. Com a Copa, a estimativa é de que os investimentos sejam ainda maiores.
O material ainda mostra os programas sociais do governo e como a pobreza está sendo atacada no País. O evento não passa de uma formalidade e, entre a apresentação do Brasil e a decisão a Fifa, reserva apenas 30 minutos de deliberações.
O principal foco da apresentação foi o cuidado com a proteção ao meio ambiente. O Comitê Organizador da Copa, montado pela CBF, vai vender a idéia de luta para se neutralizar a emissão de gás carbônico. A Amazônia é mostrada como santuário e os problemas de queimada e desmatamento nem sequer são citados.
No total, o Brasil teve meia hora para mostrar a candidatura. Segundo a CBF, as reformas e construções de estádios custarão US$ 1,2 bilhão. Os hotéis exigirão investimentos de US$ 500 milhões. Os responsáveis pela apresentação foram o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o escritor Paulo Coelho.