A Fifa estuda a criação de um grupo de 'embaixadores contra o racismo, segundo informou o presidente da entidade, Joseph Blatter, um dia depois de uma nova acusação de racismo no futebol europeu. Segundo Blatter, o objetivo é criar um grupo de embaixadores de combate ao racismo nas campos e estádio.
- É triste que ainda tenhamos que lutar contra o racismo. Mas acreditamos que é algo que teremos que fazer - disse Blatter.
Liderado pelo atacante francês Henry, que já participa do movimento contra o preconceito aos jogadores negros, o grupo seria formado por jogadores e treinadores do presente e já afastados do esporte. A campanha contra o racismo deverá ser incrementada durante os próximos jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2006.
As declarações do presidente da Fifa surgem no dia seguinte à denúncia do atacante Eto'o (Barcelona). O jogador camaronês garantiu ter sido ofendido por um funcionário do Chelsea após a partida entre as duas equipes em Londres, nesta terça-feira, pela Liga dos Campeões da Europa.
- Um dos funcionários me chamou de macaco...Essa é a mentalidade deste clube - disse o jogador, ao tempo em que a diretoria do Chelsea emitia comunicado e rejeitando a acusação.
- O Chelsea nega veementemente que qualquer comentário racista tenha sido feito por sua comissão permanente ou por funcionário contratado para a partida (...) O Chelsea tem um excelente histórico contra o racismo e condena qualquer tipo de atividade racista - disse o comunicado.