Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Fifa ainda não sabe real eficiência da "bola inteligente"

Sábado, 01 de Outubro de 2005 às 06:41, por: CdB

 A Fifa e membros da International Board analisarão neste fim de semana, em Lima, os resultados da "bola inteligente", que foi utilizada em caráter experimental no Mundial Sub-17, disputado no Peru.

A "bola inteligente" tem um microchip que avisa ao árbitro se a bola cruzou a linha do gol, e foi usada nos estádios de Lima, Trujillo, Chiclayo e Piúra, disse o porta-voz da Fifa, Andreas Werz.

No novo estádio Max Augustin, da cidade de Iquitos, que sediou três partidas, duas delas nas quartas-de-final, o sistema não foi utilizado.

Werz disse que as análises serão supervisionadas pelo próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter. O porta-voz admitiu que não houve ao longo do Mundial Sub-17 situações de gol polêmicas, que permitissem uma solução através da "bola inteligente", mas afirmou que o dispositivo contribuiu para a resolução de "controvérsias menores".

Nas últimas semanas, diversas personalidades do mundo do futebol se pronunciaram contra a utilização de dispositivos eletrônicos, como Franz Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador da Copa da Alemanha de 2006, que disse que a "bola inteligente" desnaturaliza um dos aspectos essenciais do futebol.

Ainda no Mundial Sub-17, o técnico da seleção da Turquia, Abdullah Avci, se posicionou contra a bola inteligente, pois "não se deve privar o futebol da possibilidade do erro humano, que está ligado à história deste esporte e o torna apaixonante".

O Mundial do Peru também estabeleceu como norma o uso de grama sintética, medida que também gerou polêmica, ainda que em menor medida.

No geral, o clima foi favorável ao Mundial Sub-17, e todos os jogos transcorreram perfeitamente em campos de grama natural, tradicionalmente de boa qualidade no Peru.

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