Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Fiesp vai iniciar fase de cobranças ao governo Lula

Os industriais paulistas farão este ano uma ação política de pressão e cobrança para que o governo favoreça, com medidas concretas, sobretudo na área tributária, o crescimento econômico do País. Foi o que disse o empresário Nildo Masini, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em entrevista ao programa Conta Corrente<;i>, da Globo News<;i>. (Leia Mais)

Quarta, 14 de Janeiro de 2004 às 07:02, por: CdB

Os industriais paulistas farão este ano uma ação política de pressão e cobrança para que o governo favoreça, com medidas concretas, sobretudo na área tributária, o crescimento econômico do País. Foi o que disse o empresário Nildo Masini, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News.

- Nós acreditamos na possibilidade até de um crescimento maior (do que 4% do PIB), desde que o governo coloque efetivamente em funcionamento uma série de instrumentos que está pensando, como a redução do compulsório dos bancos e da taxa de juros. E nós vamos fazer essa pressão, porque percebemos que ela é benéfica para o próprio governo. Nós sabemos que o governo funciona quando pressionado, resolve determinadas situações quando cobrado. E por essa razão que nós vamos, este ano, cobrar e pressionar. Vamos fazer essa pressão política em benefício do próprio País - afirmou Masini.
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Um dos pontos principais da cobrança se refere à carga tributária. Segundo Masini, além de extremamente elevada, o setor industrial em boa parte vem financiando o governo na taxação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Hoje, nós recolhemos o IPI antecipadamente e o prazo médio de faturamento das nossas empresas é de aproximadamente 90 dias. Você, com cerca de 20 dias, recolhe o tributo que ainda vai receber do cliente para quem você forneceu e que é o efetivo pagador do IPI."

O vice da Fiesp defendeu uma atuação mais decidida do Banco Central para evitar a continuidade da apreciação do real frente ao dólar e não prejudicar as exportações brasileiras. Ele disse ser necessário que a moeda americana suba para três reais, valor mencionado no final do ano passado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. "O Furlan, que é nosso companheiro lá (no governo), tem defendido (esse valor), e é o que nós precisamos.

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