Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Fiesp leva reivindicações para a reforma tributária a Palocci

Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 10:04, por: CdB

A preocupação dos empresários industriais com a reforma tributária foi manifestada ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Horácio Lafer Piva, durante um café da manhã no Ministério.

Ao deixar o encontro, Piva afirmou que o relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) "lida muito bem com o relacionamento entre os entes governamentais, mas deixa um pouco de lado a produção", considerada por ele "a galinha dos ovos de ouro".

Piva apresentou ao ministro algumas reivindicações do setor para a reforma tributária, entre elas a desoneração de investimentos e o excesso de poder que pode "ser concedido ao Conselho Nacional de Política Fazendária" (Confaz).

E disse temer o fato de a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, o imposto do cheque) não se tornar apenas "fiscalizatória", mas sim "arrecadatória". Mas elogiou a reforma, por retirar do País a "pecha de retardatário e de falta de competitividade".

Sobre suas críticas à proposta, Piva disse que o texto enviado ao Legislativo é cheio de fragilidades e mais centrado em resoluções, como a redução de alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), e não tratava da demanda do empresariado.

— Fizemos uma série de emendas, apresentadas antes, e agora estamos conversando com o ministro para ver onde ele pode influir na redação final do parecer e onde é que nós vamos ter que agir no Congresso Nacional. Palocci sinalizou que vai ajudar em algumas questões — informou.

Depois de afirmar que "o diabo mora nos detalhes", Piva enfatizou que inicialmente aprovou os pontos da reforma tributária, mas quando chegou na redação final e no detalhamento, o texto acabou deixando os empresários preocupados.

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