Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Fidel mantém críticas à OEA e aos participantes da Cúpula das Américas

O líder cubano Fidel Castro criticou, em um artigo publicado nesta terça-feira, o documento final da Cúpula das Américas, e disse que não via "a causa da euforia que expressam alguns participantes" do encontro regional de Trinidad e Tobago. (Leia Mais)

Terça, 21 de Abril de 2009 às 08:53, por: CdB

O líder cubano Fidel Castro criticou, em um artigo publicado nesta terça-feira, o documento final da Cúpula das Américas, e disse que não via "a causa da euforia que expressam alguns participantes" do encontro regional de Trinidad e Tobago. Castro também ridicularizou a Organização dos Estados Americanos (OEA), organismo que suspendeu seu governo comunista em 1962.

"Não me explicaram a causa da euforia que expressam alguns dos participantes da Cúpula em Puerto España", afirmou Fidel em uma coluna divulgada perto da meia-noite no site www.cubadebate.cu e difundida nesta terça-feira pela imprensa oficial.

"Fiz um grande esforço e li a famosa Declaração de Compromisso, aprovada por esse 'Encontro das Américas'", afirmou o ex-comandante, em um texto intitulado "Sonhos Delirantes".

O governo comunista da ilha é o único do continente norte-americano que não participa da OEA nem das cúpulas de presidentes do hemisfério ocidental. Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico à ilha há 47 anos.

"Algum milagre deve ter acontecido, pensei. A pedra filosofal foi descoberta", ironizou Fidel, que foi substituído na Presidência do país há pouco mais de um ano pelo seu irmão, Raúl Castro.

Essa foi a segunda coluna que Fidel publicou após o encerramento, no domingo, da reunião de cúpula de Trinidad e Tobago, onde os líderes regionais pediram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ponha fim ao embargo que pesa sobre Havana desde 1962.

"Por acaso a OEA é garantia de soberania e integridade para os povos da América Latina? Sempre! Interveio alguma vez nos assuntos internos de um país hemisférico? Nunca!", afirmou Castro usando uma figura de linguagem para criticar a entidade.

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