Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Fidel critica Hillary e Obama por exigirem democracia em Cuba

O líder cubano, Fidel Castro, criticou os pré-candidatos democratas norte-americanos Hillary Clinton e Barack Obama por exigir democracia em sua ilha. O artigo foi publicado nesta terça-feira, no qual não faz alusões a sua saúde, apesar da onda de rumores que o dão por morto ou em estado grave. Leia o artigo, publicado do diário Granma, na íntegra

Terça, 28 de Agosto de 2007 às 09:00, por: CdB

O líder cubano, Fidel Castro, criticou os pré-candidatos democratas norte-americanos Hillary Clinton e Barack Obama por exigir democracia em sua ilha. O artigo foi publicado nesta terça-feira, no qual não faz alusões a sua saúde, apesar da onda de rumores que o dão por morto ou em estado grave.

"Hoje se fala de que uma plataforma aparentemente invencível pode ser criada com o binômio Hillary presidente e Obama vice. Ambos se sentem no dever sagrado de exigir um 'governo democrático em Cuba', afirma Fidel. "Não estão fazendo política; estão jogando cartas numa tarde de domingo".

Segundo ele, a vitória da dupla seria imprescindível, exceto se o ex-vice-presidente e ecologista Al Gore se candidatar. Mas não acredita que o faça porque 'ele conhece melhor do que ninguém a catástrofe que espera a humanidade se continuar pelo atual caminho'. "Mas, quando foi candidato, cometeu o erro de suspirar por uma 'Cuba democrática'", acrescentou.

Fidel criticou o sistema eleitoral dos Estados Unidos, no qual - disse - se pode ter uma minoria de votos e ganhar a presidência, o "que aconteceu com o presidente George W. Bush, enquanto Gore contava com a maioria e perdeu. "Daí o fato de que o Estado da Flórida, pelo número de votos presidenciais que concede, seja ambicionado por todos. No caso de Bush, foi necessário, além disso, a fraude eleitoral, no que os primeiros imigrantes cubanos de origem batistiano e burguês eram especialistas", assegurou.

Fidel comentou as eleições norte-americana num artigo intitulado "A submissão à política imperial", onde faz um levantamento histórico dos presidentes e candidatos, dos quais, afirmou, apenas Jimmy Carter, "por motivos ético-religiosos, não foi cúmplice do brutal terrorismo contra Cuba". O líder cubano afirma ter escrito a respeito para "aumentar a consciência do povo cubano".

Leia o artigo na íntegra

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