Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Fidel Castro deve ir à Cúpula Ibero-americana

Segunda, 14 de Março de 2005 às 12:20, por: CdB

O ministro cubano de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, disse nesta segunda-feira que Fidel Castro, presidente de Cuba, quer ir à Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, que será realizada em novembro na cidade espanhola de Salamanca.

Pérez Roque revelou o desejo de Fidel após se reunir com seu colega espanhol, Miguel Angel Moratinos, em visita oficial à Espanha.

Por sua vez, Moratinos disse esperar que Cuba liberte o mais rápido possível os "presos de consciência" do país.

O ministro de Exteriores de Cuba realiza uma visita oficial ao país europeu, onde também se reuniu com o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e com o rei da Espanha, Juan Carlos I.

Em seu encontro com o rei espanhol, Roque lhe transmitiu um convite do presidente cubano para que os reis visitem o país caribenho, o único da Comunidade Ibero-americana ao qual ainda não realizaram uma visita de Estado, embora tenham estado em Havana na Cúpula Ibero-americana de 1998.

O ministro cubano afirmou que mostrou a seu colega espanhol sua vontade de abrir um novo capítulo no diálogo político de Cuba com a União Européia (UE), que inclua o tratamento dos direitos humanos.

O chefe da diplomacia cubana condicionou este novo diálogo ao abandono por parte da UE de sua posição comum sobre Cuba e a retirada de todo apoio às iniciativas "discriminatórias" contra o governo cubano na ONU.

Antes do encontro com Moratinos, Roque foi recebido por Zapatero na sede do governo espanhol, o Palacio de La Moncloa, e ambos se reuniram por 45 minutos, segundo fontes oficiais.

O chefe do governo espanhol e os dois ministros de Exteriores trocaram opiniões sobre a presença de empresas espanholas em Cuba e sobre diversas questões de caráter comercial.
As fontes afirmaram que Zapatero e seu gabinete trabalham em várias direções para melhorar a situação política, sócio-econômica e dos direitos humanos em Cuba.

As fontes lembraram que a UE, como proposto pela Espanha, anulou a política de sanções a Cuba, o que permitiu contatos diplomáticos como os que Roque teve em Bruxelas antes de vir para Madri.

A agenda oficial do presidente do governo espanhol para hoje não incluía uma reunião com o ministro cubano de Assuntos Exteriores.

Segundo as fontes, estava-se à espera de que Moratinos informasse sobre a reunião com Roque para se decidir se o chefe da diplomacia cubana seria recebido ou não.

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