O presidente-executivo do grupo Fiat, Sergio Marchionne, aumentou seu poder sobre o grupo italiano na quinta-feira ao assumir o controle sobre a Fiat Auto para devolver o lucro à divisão deficitária. Marchionne substitui Herbet Demel, que tinha assumido a presidência-executiva da Fiat Auto há 15 meses.
A mudança é mais um episódio na longa série de mudanças administrativas após a Fiat ter contratado vários executivos estrangeiros para ajudar a montadora a se recuperar de prejuízo recorde em 2002. A Fiat Auto, historicamente dirigida por executivos nascidos e criados em Turin, tem sido salpicada por administradores estrangeiros de montadoras importantes como Nissan e Volkswagen. A estrutura também tem sido aplainada para melhorar o controle de custos.
Marchionne, que entrou na Fiat em junho passado, afirmou que a inclusão da montadora em sua agenda tem como objetivo "concentrar os esforços do Grupo Fiat na recuperação e relançamento da Fiat Auto".
A medida acontece quatro dias após Marchionne ter vencido um divórcio de 2 bilhões de dólares com a General Motors e ter liberado a montadora de restrições impostas pela aliança com a companhia norte-americana.
- Podemos operar agora com total autonomia, sem restrições, mas também sem desculpas, nos dedicando completamente aos fundamentos de uma montadora: produtos, redes de revendas e serviços aos clientes - disse Marchionne em comunicado.