A Fiat prevê um aumento nas vendas de ''menos de 10 por cento'' em 2004 após um declínio dos últimos anos, afirmou o novo presidente-executivo da Fiat Auto, Herbert Demel, nesta terça-feira. Ele acrescentou acreditar que o Brasil será um dos mercados industriais importantes para a montadora fora da Itália.
Demel disse que as vendas do carro Stilo, que já foi considerado o modelo que iria renovar a Fiat, ficaram em 180.000 unidades no ano passado, bem abaixo da meta de 350.000 a 400.000, e devem diminuir em 2004.
- O Stilo não conseguirá manter seu volume, mas a queda (em 2004) não será expressiva -, disse ele durante o Auto Show, uma feira automobilística, em Genebra.
No ano passado, a Fiat Auto vendeu 1,7 milhão de carros, 8,8 por cento a menos que em 2002, quando o declínio nas vendas levou a fabricante de carros, caminhões, tratores e escavadoras para sua pior crise. Em 2003, a Fiat lançou um plano de reestruturação para produzir 20 novos modelos em quatro anos.
- Em toda nossa linha estamos crescendo e pretendemos continuar a crescer. 2004 deverá ter mais volume que 2003, e nossos novos produtos, a melhor percepção de qualidade e a melhora da nossa imagem estão ajudando - disse ele.
Para Demel, além do Brasil, a China e a Turquia também serão mercados importantes fora da Itália.
Dentro de seu plano de recuperação, a Fiat pretende fechar uma fábrica de carros. Analistas e executivos do setor acreditam que será na Índia.
``A China é um importante mercado para nós. Não estamos muito fortes lá, mas iremos crescer pelo menos tão rápido quanto o mercado está crescendo'', afirmou.
Demel, ao fazer sua primeira apresentação oficial desde que assumiu a Fiat Auto em novembro, disse que a unidade está trabalhando para assegurar sua independência.
A General Motors comprou 20 por cento da Fiat Auto em 2000, e a Fiat tem a opção de vender o restante para a GM a partir de 2005.