O presidente mundial do Grupo Fiat, Sérgio Marchionne, que está no Brasil desde quarta feira,vai anunciar hoje um programa de investimento no valor de 1 bilhão de euros (R$ 2,6 bilhões) em Betim. O objetivo é transformar a unidade industrial da montadora em Minas Gerais na maior fábrica de automóveis do mundo.
O anúncio será feito em encontro com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e com o governador de Minas, Aécio Neves, no Palácio do Planalto. A fábrica mineira foi inaugurada há 32 anos, com a produção diária de 800 veículos. Hoje, produz 3 mil carros a cada dia útil e, depois do investimento, vai fabricar 5,2 mil unidades a cada 24 horas de trabalho ininterrupto.
Segundo o jornal Gazeta Mercantil, a decisão de duplicar a capacidade da produção no Brasil foi tomada após visita do presidente da Fiat à fábrica da montadora em Córdoba, na Argentina. Segundo fontes ouvidas pelo repórter Durval Guimarães, Marchionne questionou a estratégia de complementar a produção brasileira em um país que passa por grave crise de energia elétrica, sem solução em curto prazo.
A decisão de anunciar os investimentos no Palácio do Planalto em Brasília causou desconforto em Minas. Aécio e seu gabinete desejavam repetir a solenidade no Palácio da Liberdade, feita em 1974. Na ocasião, o principal acionista do grupo italiano, Gianni Agnelli, assinou o contrato para a construção da fábrica com o então governador Rondon Pacheco.
Aécio Neves chegou a ir à Itália na semana passada, de volta de uma viagem a Israel, para tratar do assunto, mas prevaleceu o argumento de que na capital da República o evento teria repercussão nacional.
Outro argumento decisivo foi o fato de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou recentemente R$ 600 milhões para a montadora usar livremente em seu programa de investimentos. O governo mineiro rebateu com a informação de que, poucos dias depois, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), instituição estadual de fomento, abriu um crédito ainda maior para a Fiat, de R$ 800 milhões.
A solução que agradou a governador e presidente foi marcar a reunião em B