Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Fiasco não tira Michelin da Fórmula 1

Segunda, 20 de Junho de 2005 às 08:27, por: CdB

A Michelin pretende continuar na Fórmula 1 apesar de as equipes que usam seus pneus não terem corrido no Grande Prêmio dos Estados Unidos, domingo, por preocupações com a segurança.

-Eu realmente não acho que isso afetará o futuro da Michelin na Fórmula 1 -disse nesta segunda-feira o vice-diretor de competição da empresa, Frederic Henry-Biabaud.

A empresa francesa, que fornece pneus para sete das 10 equipe da F1, instruiu as equipes a não começarem a prova depois que duas Toyotas bateram nos treinos de sexta-feira devido a falhas repentinas nos pneus.

Somente seis carros largaram, com pneus Bridgestone, em Indianápolis, e o campeão mundial Michael Schumacher venceu a prova com sua Ferrari.

O fiasco prejudicou seriamente a imagem da Fórmula 1, que se apresenta como mostruário de excelência tecnológica.

- Estamos convencidos de que nossa decisão foi profissional e responsável, de acordo com nossa política de 100% de segurança. Sentimos profundamente pelo ocorrido e sentimos principalmente pelos torcedores. Lamentamos as consequências disso, mas certamente não lamentamos nossa decisão - disse Henry-Biabaud. 

A Michelin verificou os pneus durante toda a noite após os acidentes de sexta-feira, com testes nos EUA e na França, antes de concluir que não tinham segurança absoluta. Pneus novos levados pela Michelin a partir da França também foram descartados após testes.

-As investigações ainda não terminaram. Sabemos que há um problema, mas ainda não o identificamos - disse ainda Henry-Biabaud.

A Michelin disse que a corrida poderia ter ocorrido com todos os carros se a FIA aceitasse construir uma curva chicane temporária para diminuir as velocidades e reduzir as forças nos pneus traseiros esquerdos.

- Acreditamos que isso (a construção) era real e factível, mas, por suas próprias razões, os dirigentes do esporte descartaram. Ainda é muito cedo para dizer as consequências disso, mas nosso parceiros apoiaram e estamos confiantes de que nossa decisão será entendida, principalmente nos EUA, onde a segurança é de grande importância - disse mais o dirigente.

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