Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

FIA não irá adotar nenhuma ação contra Nico Rosberg

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não vai adotar qualquer ação contra o líder do Mundial de Fórmula 1, Nico Rosberg, apesar de o companheiro do piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, ter acusado o alemão de bater intencionalmente no Grande Prêmio da Bélgica, no domingo.

Terça, 26 de Agosto de 2014 às 09:18, por: CdB
nicorosbergpiloto1.jpg
Os fiscais de prova não tomaram qualquer medida durante a corrida, e Rosberg apresentou uma versão diferente de Hamilton Rosberg e Hamilton caminham próximos no treino classificatório em Spa-Francorchamps, no sábado
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não vai adotar qualquer ação contra o líder do Mundial de Fórmula 1, Nico Rosberg, apesar de o companheiro do piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, ter acusado o alemão de bater intencionalmente no Grande Prêmio da Bélgica, no domingo. - A FIA não vai intervir nesta questão - disse um porta-voz da federação. Segundo o porta-voz, seria necessário um "elemento novo" para que os fiscais abrissem uma nova investigação, uma vez que o resultado já foi declarado oficial, sem levar em conta os comentários de Hamilton após a corrida. - Um comentário que teria sido feito em uma reunião interna e, posteriormente, negado pela própria equipe não constitui um 'novo elemento' - acrescentou. Hamilton disse em Spa que Rosberg tinha admitido que bateu nele na segunda volta durante uma tentativa frustrada de ultrapassagem para "demonstrar que tinha razão". A batida deixou Hamilton com um pneu furado e danificou seu carro, resultando no eventual abandono da prova. Rosberg danificou a parte dianteira da asa, mas terminou em segundo e ampliou sua vantagem na liderança para 29 pontos. Os fiscais de prova não tomaram qualquer medida durante a corrida, e Rosberg apresentou uma versão diferente de Hamilton sobre os fatos, garantindo que foi apenas um acidente de corrida. Hamilton e Rosberg
s1.reutersmedia.jpg
O piloto britânico Lewis Hamilton afirma que não sabe mais se pode confiar em seu companheiro de equipe Nico Rosberg nas pistas, depois de uma colisão entre os dois no Grande Prêmio da Bélgica, mas descartou a possibilidade de uma retaliação. O incidente, no qual Rosberg tocou com a dianteira de seu carro a roda traseira de Hamilton, que teve um pneu furado, era evitável, e estragou a tarde do piloto inglês. Hamilton acabou se retirando da corrida com o carro danificado, enquanto Rosberg, que agora tem uma vantagem de 29 pontos na liderança do campeonato a sete corridas do final, terminou a prova em segundo. Os bastidores da corrida na Bélgica já estavam agitados quando Hamilton colaborou para o crescimento da polêmica dizendo a jornalistas que Rosberg havia dito na reunião depois da prova que havia batido no inglês de propósito para "provar um ponto de vista". - Quando estamos lá fora temos que confiar que as pessoas pensem com a cabeça e não façam as coisas deliberadamente. Mas depois da reunião eu não sei como agir na próxima corrida - disse Hamilton. - Eu terei que evitar de me emparelhar com ele na prova - acrescentou ao ser perguntado se confiaria em Rosberg em circunstâncias parecidas no Grande Prêmio de Monza na semana que vem. - Qualquer que seja o caso eu irei priorizar a equipe, e não irei decidir nada sozinho. Em uma competição potencialmente letal, onde pilotos se emparelham em velocidades superiores a 300 km/h, a confiança é essencial. Os pilotos precisam ter certeza de que os outros serão firmes, mas justos, não costurando mais do que o permitido ou fechando completamente um companheiro durante uma ultrapassagem. Colisões provocadas com rivais para conseguir alguma vantagem na competição são proibidas, mesmo com alguns exemplos clássicos de Ayrton Senna e Michael Schumacher na história da modalidade. A dupla da Mercedes já bateu antes desta temporada sem consequências mais sérias, mas o incidente do último domingo levou a rivalidade para outro nível. Para alguns, era um acidente que estava para acontecer, embora Hamilton não o considerasse provável. Foi a primeira vez que os dois pilotos colidiram e mancharam a campanha da equipe que começou a temporada unida e esperava continuar daquela maneira. - Basicamente ele disse que fez de propósito - disse Hamilton no domingo. "Ele falou que poderia ter evitado, mas disse que 'fez aquilo para provar um ponto de vista'". O chefe de automobilismo da Mercedes, Toto Wolff, depois tentou esclarecer, explicando que "Nico sentiu que precisava manter sua posição. Ele precisava se manter nesse objetivo. Não foi um acidente provocado. Isso não faz sentido. Se ele pudesse voltar atrás, Nico provavelmente faria diferente do que fez". Wolff indicou que haveria mais conversas antes da prova na Itália, mas Hamilton reconheceu que não há respostas fáceis. - Eu não imagino o que a equipe faria agora - disse. A corrida em Spa veio após uma disputa na Hungria, no final de julho, quando Hamilton não desacelerou para deixar Rosberg passar, depois que a equipe o instruiu a deixar Rosberg passar, terminando a corrida à frente do alemão. A equipe apoiou Hamilton e Rosberg se indispôs. Perguntado se o incidente de domingo era uma consequência do que havia ocorrido em Budapeste, Hamilton falou: - É interessante porque tivemos aquela reunião na quinta-feira e Nico havia expressado o quão nervoso ele estava - contou. "Eu estava pensando 'Passaram-se três semanas e você ainda está nessa?!" - Ele expressou o quanto estava chateado, ele disse que estava bravo com Toto e Paddy (Lowe). Mas eu pensei que estava tudo bem depois daquilo e agora acontece isso... é interessante.    
Tags:
Edições digital e impressa