O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje, no Congresso Nacional, que o seu empenho em uma transição democrática para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tem o objetivo de que "o Brasil não sofra descontinuidade naquilo que os vencedores acharem que deva continuar". Fernando Henrique disse que, se os membros do próximo governo decidirem não continuar o que já existe, "que saibam o que estão descontinuando, mas no espírito de construção, não no espírito de destruição". O presidente foi homenageado com a Ordem do Mérito Legislativo, em solenidade no Salão Negro do Congresso Nacional, uma iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, para quem o presidente Fernando Henrique estabeleceu a democracia no país, "ao respeitar o Congresso Nacional e a independência dos poderes". "A essa altura da vida, não só de idade, mas também de percurso, me sinto comovido", disse Fernando Henrique, que lembrou do tempo em que foi senador e do período das lutas democráticas à época dos governos militares. O presidente lembrou do movimento pelas eleições "Diretas Já" e seu convívio com movimentos de esquerda, "inclusive em São Bernardo", referindo-se ao município paulista onde o presidente eleito começou sua trajetória política. O presidente considerou a solenidade de hoje "a festa da democracia" e foi aplaudido quando afirmou que não poderia deixar de lembrar dos nomes de Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, "que ajudaram a construir esse clima". Também receberam a medalha, criada pelo presidente da Câmara, a atriz Fernanda Montenegro, a governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, o empresário Antônio Ermírio de Moraes e o cardeal D. Paulo Evaristo Arns, entre outros. Em memória, foram homenageados o economista Celso Furtado e o poeta Carlos Drummond de Andrade.
FHC recebe medalha na Câmara
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje, no Congresso Nacional, que o seu empenho em uma transição democrática para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tem o objetivo de que "o Brasil não sofra descontinuidade naquilo que os vencedores acharem que deva continuar".
Quarta, 27 de Novembro de 2002 às 14:03, por: CdB