O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se viu forçado, na noite desta segunda-feira, a admitir a realização de prévias internas no PSDB, após uma pressão orquestrada entre os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin - adversário do prefeito paulistano José Serra na disputa pela vaga de candidato à Presidência da República na legenda do PSDB- e de Goiás, Marcone Perillo. Ele, no entanto, ainda acredita que as prévias não são necessárias para a definição do presidenciável tucano.
- Tem que ver se é necessário ou não. Eu acho que vamos chegar a um bom resultado antes de qualquer coisa - disse ele, .
FHC retrucou a acusação tácita de Alckmin de que ele, o presidente tucano Tasso Jereissati e o governador de Minas, Aécio Neves, virão a definir quem irá defender a legenda. Em caso de impasse, admite o ex-presidente, o partido será ouvido.
- Se não formos felizes em criar uma situação favorável ao consenso, é claro que isso não vai ser resolvido por dois ou três. Tem que ser ouvido o partido, mais amplamente - reconheceu.
Segundo FHC, ele e os dois outros integrantes da cúpula tucana agem no papel de facilitadores do entendimento.
- Não estamos aqui para decidir, mas para tentar ver se é possível chegar a um caminho comum. Acho que é possível e estou confiante nisso - afirmou.
Não está confirmado, no entanto, o encontro marcado para esta terça-feira com o governador paulista.
- É só o governador confirmar o jantar. Eu sou convidado e estou esperando que me avisem - desconversou.