Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

FHC diz que Lula só faz barulho

A visita do presidente Lula ao coronel Muhammar Kadafi, presidente da Líbia, seria mais uma questão de "barulho" do que de linha de política externa, segundo avaliou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Eu sempre busquei não fazer gestos aos quais não correspondesse depois uma ação concreta e uma vantagem concreta. Acho que a política externa deve ser cuidadosa". (Leia Mais)

Quinta, 11 de Dezembro de 2003 às 07:40, por: CdB

A visita do presidente Lula ao coronel Muhammar Kadafi, presidente da Líbia, seria mais uma questão de "barulho" do que de linha de política externa, segundo avaliou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"É mais uma questão de ênfase, de barulho e de ruído do que de linha de política externa. Eu sempre busquei não fazer gestos aos quais não correspondesse depois uma ação concreta e uma vantagem concreta. Acho que a política externa deve ser cuidadosa. Mas é verdade que o mundo mudou e que atitude do mundo ocidental com Kadafi é diferente hoje. Certos riscos têm que correr e está correndo, mas não são riscos insuportáveis."

Já as declarações, de terça-feira, do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, nas quais critica a política externa do presidente Lula, provocaram reações ontem do atual chanceler. Celso Amorim respondeu que ainda há no Brasil muitas pessoas com "mentalidade colonizada". "Vamos pensar que somos pequenos, modestos e medíocres e nos conformar que somos pequenos, modestos e medíocres para o resto da vida?".

Pequenos negócios

Grandes promessas e pequenos negócios é o saldo comercial da viagem do presidente Lula a cinco países árabes. "Nem poderia ser diferente", afirmou o diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, Mário Vilalva. "Nesta viagem não era possível fechar grandes operações, mas sim abrir portas para futuros negócios".

Em Brasília, o Palácio do Planalto manteve ontem sob sigilo o custo das viagens internacionais do presidente Lula e seus convidados - parlamentares, governadores e amigos, geralmente acompanhados de suas mulheres.

Lula, comitiva oficial e funcionários de apoio viajam em quatro Boeings: dois 707 e dois 737. Os primeiros conhecidos como "sucatões", e os segundos, como "sucatinhas", pelo fato de serem velhos.

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