O presidente Fernando Henrique Cardoso fez nesta quinta-feira uma dura crítica às agências de risco, que vêm rebaixando os títulos do Brasil devido aos receios com o panorama político em função das eleições de outubro. "O Brasil e os demais países da América Latina devem administrar seus governos segundo os interesses e prioridades de seus povos, à revelia do que pense esta ou aquela agência de risco", afirmou FHC. O desabafo foi no discurso de abertura do seminário "América Latina e o Caribe frente à globalização", promovido pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal). Segundo FHC, nem todos os observadores externos souberam se manter atualizados em relação ao Brasil. "Percebo da parte de alguns uma particular dificuldade de compreender que as economias nacionais passaram a operar em um contexto democrático". Fernando Henrique disse que não falta ao Brasil competência técnica para gerir a sua economia. O presidente voltou a criticar o modelo adotado para a medição da dívida brasileira e as barreiras econômicas impostas pelos países desenvolvidos, especialmente na área agrícola. Ma fé Fernando Henrique aproveitou o encontro para dizer que "são de má fé" os rumores para que, por meio de uma brecha jurídica, ele possa disputar o terceiro mandato nas eleições deste ano. A idéia teria partido de setores do Partido da Frente Liberal, descontentes com a candidatura do ex-ministro da Saúde, José Serra.
FHC critica intromissão das agências de risco no processo eleitoral brasileiro
O presidente Fernando Henrique Cardoso fez nesta quinta-feira uma dura crítica às agências de risco, que vêm rebaixando os títulos do Brasil devido aos receios com o panorama político em função das eleições de outubro. "O Brasil e os demais países da América Latina devem administrar seus governos segundo os interesses e prioridades de seus povos, à revelia do que pense esta ou aquela agência de risco", afirmou FHC.
Quinta, 09 de Maio de 2002 às 14:03, por: CdB