Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

FGV mostra que consumidor está menos otimista

Quarta, 25 de Abril de 2007 às 07:33, por: CdB

A Fundação Getúlio Vargas anunciou (FGV) que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,9% em abril ante março. O recuo foi menos intenso do que o apurado em março ante fevereiro, quando o índice caiu 2,8%. Essa é a décima nona edição do indicador, calculado com base nos resultados da pesquisa "Sondagem das Expectativas do Consumidor". O índice é composto por cinco quesitos.

Em comunicado, a FGV esclarece que "ao contrário do ocorrido no mês passado, houve melhora das avaliações a respeito da situação presente e deterioração das expectativas em relação aos próximos meses". O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que caiu 4% em abril, ante queda de 4,5% em março; e o Índice de Expectativas (em relação ao futuro), que teve taxa negativa de 4,7% em abril, em comparação com a queda de 1,9% em março.

Ao detalhar os resultados desses dois indicadores, a FGV informou que "considerando-se a evolução nos últimos 12 meses, o Índice da Situação Atual chegou, em abril, ao seu melhor momento em 2007, com uma variação de -0,2% sobre abril de 2006. Na mesma base de comparação, o Índice de Expectativas atingiu o seu pior resultado desde outubro de 2006, apesar de ainda sustentar uma variação positiva de 3,4% sobre o mesmo mês do ano anterior".

A FGV detalhou ainda o desempenho dos quesitos usados para cálculo dos dois indicadores componentes do ICC. De março para abril, entre os quesitos relacionados ao presente, o porcentual de pesquisados que avaliam a situação econômica de sua cidade como boa aumentou de 7,1% para 9,9%; a dos que a consideram ruim diminuiu de 45,9% para 42,7%.

Já nos quesitos relacionados ao futuro, a parcela dos consumidores que prevêem melhora na situação econômica local caiu de 31,5% para 23,7%. No mesmo período, subiu de 6,4% para 9,6% a parcela dos pesquisados que prevêem piora nessa área. A fundação disse que "entre os quesitos integrantes do índice, este foi o que mais contribuiu para a queda do ICC neste mês".

O levantamento abrange uma amostra de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 2 e 20 de abril.

Tags:
Edições digital e impressa