O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), encerrou agosto com alta de 0,16% e apresentou uma inflação de 0,20%. Os setores de Alimentação e Educação, Leitura e Recreação foram os principais responsáveis pela redução no ritmo de alta dos preços no período. Segundo o estudo, divulgado nesta sexta-feira, os preços dos alimentos subiram 0,70% em agosto, após alta de 0,92% na terceira verificação do mês, graças à desaceleração de itens como frutas, laticínios e massas e farinhas. No campo Educação, Leitura e Recreação foi possível verificar, porém, uma elevação de 0,10%, inferior à registrada até o dia 22 de julho, que bateu 0,25% devido à queda nas cotações das passagens aéreas.
Foi verificado também um declínio nos custos relativos à Saúde e Cuidados Pessoais e Transportes. No primeiro caso houve um declínio desde a elevação de 0,13% na terceira apuração de agosto para 0,09% no encerramento do mês. No segundo grupo ocorreu um incremento de 0,08% para 0,07%. No ítem Despesas Diversas, que subira 0,11% na terceira medição do mês passado, o mês terminou em baixa de 0,10%.
Já os segmentos de Habitação e Vestuário apresentaram um acréscimo nos preços. O primeiro setor saiu de 0,08% na terceira leitura de agosto para um acréscimo de 0,04%; enquanto o segundo reduziu o ritmo de queda, de 1,25% para 1,11%. O comportamento desses grupos, segundo a FGV, refletiu a elevação da taxa de água e esgoto, do aluguel residencial e dos preços dos calçados infantis, entre outros.
O IPC-S de 31 de agosto foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência e comparados aos coletados entre 1º e 31 de julho deste exercício.