Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Festival de Brasília é uma grande chance para bailarinos, diz Gisele Santoro

Domingo, 03 de Agosto de 2003 às 08:28, por: CdB

O 13º Seminário Internacional de Dança de Brasília é passagem obrigatória para bailarinos que querem se aperfeiçoar.

Segundo a professora Gisele Santoro, que coordena o encontro, o objetivo é "proporcionar ao bailarino brasileiro um desenvolvimento nacional, com cursos, e investir neles no mercado internacional".

A sessão de encerramento do seminário será, neste domingo à noite, na Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, e contará com a participação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do bailarino canadense David Raymond, que fará a performance do Hoofing, estilo de dança que envolve sapateado e hip - hop.

Com quase cinqüenta anos de experiência, a professora de balé resolveu em 1990 investir em jovens bailarinos brasileiros. "No início eram cursos profissionais de aperfeiçoamento em dança e hoje são seminários ocorridos sempre com festivais", disse.

Somente neste ano foram 350 bailarinos participantes, entre eles brasileiros, colombianos, australianos e alemães. Todos os professores são estrangeiros e ficam três semanas, durante o festival, analisando os dançarinos.

- São olheiros profissionais que vêm de fora do país, como aqueles de jogadores de futebol, para dar oportunidade de oferecer bolsas aos bailarinos - contou.
Neste domingo, serão escolhidos vários bailarinos de vários países, inclusive do Brasil, para estudar na Europa.

O Seminário Internacional de Brasília é conhecido mundialmente e dançarinos de várias localidades ingressam na academia com objetivo de conseguir um lugar para se dedicar melhor à profissão.

A brasiliense Joana Andrade, 19 anos, estuda balé desde 2001 na academia de Heinz Bosl Stiftung (Ballet Akademie München) em Munique, na Alemanha. Para ela, a oportunidade que o festival de Brasília oferece é muito importante aos dançarinos novatos, principalmente brasileiros.

Já o paulista Wladimir Faccioni, 20 anos, que faz dança há nove, considerou fundamental e decisiva a sua vinda ao festival.

- Foi nele que as portas se abriram - ressaltou. Faccioni faz parte da Companhia oficial de Ballet-Akademie - München em Munique, Alemanha.

Tags:
Edições digital e impressa