Existem os filmes rodados na África ou que falam da África, no Festival Internacional de Cinema de Berlim, e os feitos pelos próprios africanos. Este ano, apenas um filme feito pelos africanos está em Berlim, mostrando uma crise de produção de filmes, consequência da crise que gerou a falta de financiamentos.Trata-se de Viva Riva, do congolês Djo Tunda Wa Munga, uma novidade, pois é o primeiro filme policial ou thriller congolês, que se passa em Kinshasa. Djo Tunda explica a falta de filmes com o fato das grandes produtoras não acreditarem na África pra investir no seu cinema. Conta a história de alguém muito rico que retorna a Kinshasa depois de muito tempo e que oferece um grande festa para todos os grandes da cidade. Mas a origem do dinheiro do retornado não é muito clara, e seu patrão se mobiliza para recuperar a fortuna. Uma novidade no filme Viva Riva é a existência da língua portuguesa em alguns diálogos, com atores angolanos e moçambicanos, mesmo porque o casting do filme foi feito por uma moçambicana. MAMA ÁFRICA Embora dedicado à uma líder africana, Miriam Makeda, o filme Mama África não foi feito por africano mas pelo finlandês Mika Kaurismaki. Documentário, mostra com o uso de documento e vídeos, como Miriam Makeba, de simples dançarina na Cidade do Cabo, se tornou cantora e cantou o grande sucesso mundial que foi Pata Pata, canção tocada em todo mundo sem que Miriam Makeda tenha recebido qualquer dinheiro por isso. Miriam Makeda se tornou uma militante contra o antigo regime sul-africano, casou-se com o líder do movimento Black Panther e entrou no index do FBI. O outro filme sobre a África foi rodado pelo alemão Ulrich Koehler e tem o título de Doença do Sono , mostrando como os chamados humanitários acabam por sofrer de um certo tipo de alienação, por nãos saberem se são africanos ou europeus.
Festival de Berlim - presença do cinema africano
Por Rui Martins - Existem os filmes rodados na África ou que falam da África, no Festival Internacional de Cinema de Berlim, e os feitos pelos próprios africanos. Este ano, apenas um filme feito pelos africanos está em Berlim, mostrando uma crise de produção de filmes, consequência da crise que gerou a falta de financiamentos.Trata-se de Viva Riva, do congolês Djo Tunda Wa Munga, uma novidade, pois é o primeiro filme policial ou thriller congolês, que se passa em Kinshasa. Djo Tunda explica a falta de filmes com o fato das grandes produtoras não acreditarem na África pra investir no seu cinema.
Quinta, 17 de Fevereiro de 2011 às 19:16, por: CdB