A programação e a qualidade musical do 59º Festival internacional de arte lírica de Aix en Provence, França, que teve início no final de junho e acaba este semana foi excepcional em todos pontos de vista. Desde a chegada de um novo diretor este ano, Bernard Foccroulle, até uma sala totalmente nova como o Grand Theatre de Provence, de onde se tem uma vista maravilhosa sobre toda a cidade de Aix e que foi construído com uma rapidez inacreditável pelo arquiteto italiano, que já tinha construído ao lado o lindo Pavillon Noir para o grande coreógrafo Angelin Prejlocaj.
Este novo teatro foi inaugurado com uma representação da Walkyrie de Richard Wagner com 1350 pessoas privilegiadas dentro da sala nova e 5000 pessoas reunidas nas ruas na frente de quatro gigantes telas sobre as quais foi difundido o espetáculo. A Orquestra Filarmônica de Berlin e o grande maestro britânico Sir Simon Rattle dirigiram de maneira excepcional a mais famosa ópera de Wagner.
Nesta cidade de Aix cheia de mistério e de sonhos com o sol sempre presente durante este verão tão úmido nas outras partes do França, somado à frescura das plantações, árvores típicas de Provence, ao longo do famoso Cour Mirabeau, o Festival internacional de arte lírica foi para todos os espectadores sinônimo de prazer. Lugar de memória e de criação, fusão e encontro de texto e música, o festival de Aix também reúne o prazer da voz e da música com a proximidade de um patrimônio histórico extrardinário. Em Aix o público tem o privilégio de reencontrar os mais famosos artistas de nosso tempo e de descobrir os talentos da nova geração.
E neste edição 2007, o festival conseguiu o milagre de também mostrar três novas criações mundiais : além da Walkyrie de Richard Wagner, foi mostrado uma versão inesquecível das Le Nozze di Figaro de Wolfgang Amadeus Mozart, e o mais esperado de todos A Casa dos Mortos de Janacek com Pierre Boulez como maestro e Patrice Chereau na direção da ópera.
O Festival de Aix inicialmente conhecido pelos aficcionados de óopera como o melhor Festival Mozart, não se esquece nunca do grande compositor e montou dois espetáculos maravilhosos. Alem da nova criação da Le Nozze di Figaro com o jovem maestro Richard Harding, direção de arte de Vincent Boussard, e os suntuosos figurinos do famoso costureiro francês, Christian Lacroix, o Festival mostrou outra vez sua esplêndida produção de 2003 da ópera Die entfûrhrung aus dem serail de Mozart,com cenografia do pintor espanhol Miquel Barcelo e uma direção de arte bufa de Jerome Deschamps e Macha Makeïf, conduzida pelo famoso maestro Marc Minkowski.
Este 59º Festival de Aix também apresentou a música barroca do grande Claudio Monteverdi em dois espetáculos inesquecíveis como: Madrigaux dirigido por Arco Renz no teatro do Jeu de Paume, com as vozes excepcionais do contra-tenor, Xavier Sabata, da mezzo-soprano, Amaya Dominguez e da soprano, Judith Van Wanroij, que pareciam verdadeiras vozes de anjos. E também, no teatro do arcebispo, O Orfeo de Monteverdi, com direção de arte de Trisha Brown e condução de orquestra do maestro René Jacobs.
Vamos esperar que para a 60ª ediçao do Festival em 2008 a qualidade seja igual a esta para que o público fiel de AIX outra vez fique igualmente feliz e com os olhos cheios de lágrimas, na saída de cada ópera.
Festival de arte lírica na França mostra qualidade musical e artística
A programação e a qualidade musical do 59º Festival internacional de arte lírica de Aix en Provence, França, que teve início no final de junho e acaba este semana foi excepcional em todos pontos de vista. Desde a chegada de um novo diretor este ano, Bernard Foccroulle, até uma sala totalmente nova como o Grand Theatre de Provence, de onde se tem uma vista maravilhosa sobre toda a cidade de Aix e que foi construído com uma rapidez inacreditável pelo arquiteto italiano, que já tinha construído ao lado o lindo Pavillon Noir para o grande coreógrafo Angelin Prejlocaj. (Leia Mais)
Quarta, 25 de Julho de 2007 às 12:27, por: CdB