Cingapura celebra neste sábado o 38º aniversário de sua independência em meio à polêmica gerada por sua coincidência com uma festa gay que reúne 5 mil homens e mulheres homossexuais de vários países vizinhos.
Durante toda a semana, os meios de comunicação escritos divulgaram várias cartas protestando pela realização de um evento de afirmação homossexual no dia em que o país festeja sua independência do Reino Unido.
Os protestos fizeram com que os organizadores da festa "Nation 03" esclarecessem que o ato, também denominado "Mardi Gras Ásia", não é uma declaração contra a política da cidade-estado.
Homossexuais de Cingapura, Austrália, Malásia e Indonésia, entre outras nacionalidades, se reúnem no mini-estado, onde os atos homossexuais continuam sendo penalizados. O objetivo dos organizadores do evento é exatamente que a festa seja uma plataforma para que os cingapurianos aceitem a comunidade gay. Eles também pretendem mostrar ao mundo que o país está se transformando em uma sociedade mais tolerante.
O primeiro-ministro, Goh Chok Tong, prometeu no começo de julho que sua administração aceitaria homossexuais como funcionários públicos, uma decisão que enojou os grupos conservadores desta nação onde historicamente os gays nunca tiveram direitos civis plenos.