Uma grande confraternização entre o público e as delegações dos 42 países das Américas que participaram do Rio 2007. Assim foi a Cerimônia de Encerramento dos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007, neste domingo, dia 29, no Estádio do Maracanã. Além de rever os atletas e assistir à apresentação de artistas, o público presente, de 54 mil pessoas, foi brindado com uma declaração do Presidente da Organização Desportiva Pan-americana, Mario Vázquez Rama, que arrancou aplausos orgulhosos das arquibancadas: “O Rio celebrou os melhores Jogos Pan-americanos da história!”.
O tom foi de integração entre os povos. Não só pela entrada em conjunto dos atletas de todas as delegações que participaram do Rio 2007 – ao contrário do que aconteceu na Abertura, quando delegações entraram separadas -, mas também pelo revezamento musical, que integrou músicos brasileiros e latino-americanos. A união nacional também foi sentida logo no início da cerimônia, ainda que pelo luto. Antes mesmo da execução do Hino Nacional, entraram em campo nove policiais militares de São Paulo que participaram do resgate das vítimas do acidente com o avião da TAM, ocorrido em 17 de julho, na capital paulista. Foram eles que hastearam a Bandeira Nacional, ao som do Hino, executado pela Orquestra Sinfônica Brasileira e um quarteto de cordas mirim. Logo depois começou uma contagem regressiva no telão, acompanhada do coro do público, com imagem das cidades que já foram sede dos Jogos Pan-americanos, até chegar ao Rio.
Logo depois, entraram em cena, como na Cerimônia de Abertura, os cantores Ana Costa e Arnaldo Antunes, cantando Viva essa energia, música tema do RIO 2007. A dupla foi acompanhada de 1.500 ritmistas, comandados pelo baiano Kainã do Jeje, de 12 anos, que também esteve na festa do dia 13 de julho. Ao fim da canção, um coro de índio guaranis serviu de fundo para a entrada das bandeiras dos países das 42 delegações. O público do Maracanã vibrou ao ver o nadador Thiago Pereira, ganhador de seis medalhas de ouro nesta edição dos Jogos, carregando a bandeira brasileira. Um naipe de metais subiu ao palco central para executar uma mistura de sons latino-americanos, com notas que lembravam o frevo e os ritmos caribenhos. Foi quando os atletas dos 42 países entram juntos no gramado do estádio, seguidos por um vídeo no telão exibindo alguns dos melhores momentos do Rio 2007. A cada conquista brasileira apresentada, o público aplaudia com mais força.
A arquibancada seguiu em festa com a etapa seguinte da cerimônia, a entrega das medalhas aos três primeiros colocados da prova da maratona, realizada na manhã deste domingo. Isso porque o Hino Nacional foi novamente executado, para saudar o vencedor da competição, o brasileiro Franck Caldeira, que recebeu o ouro das mãos do Ministro do Esporte, Orlando Silva. Receberam medalhas também o guatemalteco Amado Garcia, que ficou com a prata, e o mexicano Procópio Franco, que conquistou o bronze.
Pronunciamentos
Logo depois foi a vez do pronunciamento do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO), Carlos Arthur Nuzman, que falou sobre o sucesso do evento.
— Temos muitos motivos para comemorar, pois o Rio 2007 aconteceu na mais perfeita ordem e consolidou a capacidade de o Brasil realizar grandes eventos — disse Nuzman.
Ao fim do discurso, aplaudido a todo momento pelo público, Nuzman declarou: “Missão cumprida! Muito obrigado, Brasil”.
Em seguida, Vázquez Raña assumiu o microfone, sendo saudado pelo bem-humorado público do Maracanã.
— Chegamos ao fim de uma excelente e maravilhosa edição dos Jogos Pan-americanos. Mostramos ao mundo que podemos organizar nas Américas os Jogos Olímpicos de 2016. O RIO 2007 entrou para a história como um dos mais limpos, pois até o momento as 1300 análises de doping deram negativo. Entram para a história também os mais de 120