O conselho da Ferrari não estava bem informado quando ameaçou se retirar da Fórmula 1 caso fosse adotado um modelo padrão de motores para todas as equipes a partir de 2010, afirmou a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) nesta terça-feira.
A Ferrari afirmou na segunda-feira que iria revisar sua participação na Fórmula 1 se os planos de adotar um modelo único de motores fossem levados adiante, pois "eles iriam tirar a razão de ser" do esporte, onde a competição tecnológica é chave.
A Toyota também sugeriu que poderia considerar uma retirada da categoria se a proposta fosse adotada. Nesta terça-feira, a FIA tentou acalmar os ânimos.
- Parece que o conselho da Ferrari não estava bem informado - disse a entidade em nota.
- A FIA ofereceu três opções às equipes, uma delas é o chamado motor padrão, e em outra as montadoras podem garantir o fornecimento de kits com motor e caixa de câmbio para as equipes independentes por menos de cinco milhões de euros (6,26 milhões de dólares) por temporada - acrescentou o comunicado.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que também dirige a Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota), recentemente se encontrou com o presidente da FIA, Max Mosley, para discutir as medidas de corte de custos, evidenciadas pela crise financeira global.
- Agora as montadoras terão de concordar com uma das três opções da FIA ou produzir propostas concretas para reduzir os custos para um nível sustentável - afirmou a nota da FIA.
- Se nenhum dos dois acontecer, a FIA tomará todas as medidas necessárias para preservar um campeonato mundial com credibilidade para pilotos e construtores - disse.
O presidente da Toyota, John Howett, repetiu as preocupações da Ferrari.
- O problema é que não queremos um motor padrão - disse Howett ao site www.autosport.com.
- Se isso for forçado, então (abandonar a competição) não será uma decisão que será tomada aqui, será tomada pelo conselho no Japão, mas eles querem um grau de diferença entre as equipes - afirmou.