Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Ferrari discorda de Mosley sobre teto de gastos na F1

A Federação Internacional de Automobilismo pediu que a Ferrari aceite o teto voluntário de gastos para 2010, apesar de a equipe campeã ter dito que o limite tornará a competição "fundamentalmente injusta".(Leia Mais)

Sexta, 01 de Maio de 2009 às 13:13, por: CdB

A Federação Internacional de Automobilismo pediu que a Ferrari aceite o teto voluntário de gastos para 2010, apesar de a equipe campeã ter dito que o limite tornará a competição "fundamentalmente injusta".

Em uma troca de cartas vistas pela Reuters nesta sexta-feira, o presidente da FIA, Max Mosley, rechaçou as preocupações do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, sobre o teto de gastos.

"Eu espero que a Ferrari assuma a liderança em concordar com o mecanismo de limite de custos, consequentemente liberando seus engenheiros para trabalhar e preservando o dinheiro de seus acionistas", disse Mosley.

A FIA anunciou na quinta-feira um teto opcional de gastos, fixado em 40 milhões de libras (US$ 59,35 milhões), e disse esperar que todos times adotem o limite. Os orçamentos de algumas equipes superam US$ 200 milhões.

Montezemolo alertou na terça-feira sobre o perigo de se criar uma Fórmula 1 com duas categorias, com equipes de orçamento limitado e mais liberdade técnica competindo com times sem teto de custos.

O italiano afirmou que isso "inevitavelmente significará que uma categoria terá vantagem sobre a outra, e que o campeonato estará fundamentalmente injusto e talvez até tendencioso."

A Ferrari, em comunicado divulgado mais tarde na Internet (www.ferrari.com), reafirmou o "forte compromisso e senso de responsabilidade para manter intocados os valores desse esporte."

Além disso, a equipe disse querer evitar uma "polêmica sem sentido" e reconhece, com outras equipes, a necessidade urgente de reduzir significativamente os custos.

Mosley afirmou que a Fórmula 1, que perdeu a Honda no ano passado, está em uma situação sem precedentes e luta pela sobrevivência diante da crise de crédito.

"O setor automobilístico e o setor de serviços financeiros são as duas principais fontes de receita da Fórmula 1. Ambos estão em sérias dificuldades. Não podemos simplesmente sentar e esperar, esperando que nada de ruim aconteça", escreveu Mosley em carta enviada na terça-feira.

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