O contraventor Fernando de Miranda Iggnácio será julgado por júri popular. Iggnácio é investigado como um dos chefes da máfia dos caça-níqueis, e está preso desde o dia 12 de outubro do ano passado. Contra ele pesam acusações de três tentativas de homicídio e formação de quadrilha. A decisão de colocar Iggnácio sob júri popular foi do juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão, que julgou procedente o pedido do Ministério Público(MP) estadual.
Além de Iggnácio, outros três acusados serão julgados pelos mesmos crimes: Marcos Paulo Moreira da Silva, o Marquinho Sem Cérebro, Rui dos Santos Barbosa e Aldecir Ladeira Serafim. Em 26 de abril do ano passado, eles teriam tentado matar o sargento da Polícia Militar Edmilson de Souza Pinto, o cabo Jorge Feliz - também indiciado em relatório da Polícia Federal - e André Vicente. As vítimas estavam numa oficina de carros em Bangu.
Em sua decisão, o juiz Alexandre Abrahão disse que a negativa de autoria formulada pelos acusados não foram suficientes para desmerecer os indícios de autoria. O juiz cita o exemplo de Fernando Iggnácio, que alegou que, no dia do crime, estava em seu médico pessoal fazendo uma consulta em razão de problemas com seu joelho.
- Os envolvidos nesta malsinada 'guerra dos caça-níqueis', dona de um acervo de mais de 50 mortes nos últimos dois anos, merecem a segregação cautelar para fins de manter a garantia da ordem pública e a futura aplicação da lei penal, inclusive coibindo a perpetuação dos negócios ilícitos - diz a sentença do juiz, que obrigou os acusados a permanecerem presos até o julgamento.