Um terceiro lugar é tudo o que o espanhol de 24 anos Fernando Alonso precisa no Brasil para garantir seu lugar na história como o mais jovem campeão de Fórmula 1.
Mas mesmo os seis pontos podem ser descartados. Se Kimi Raikkonen, da McLaren, tiver que abandonar a prova de Interlagos neste fim de semana, o campeonato de pilotos estará encerrado.
O piloto da Renault tem 25 pontos a mais que o rival finlandês e restarão apenas duas corridas e no máximo 20 pontos depois de domingo.
Alonso, que impressiona pela calma que demonstra quando sofre pressão, prometeu lutar pela vitória e não usar outra estratégia no circuito em que mostrou surpresas nos últimos anos.
Há dois anos o piloto bateu forte no final da prova e teve que ser levado ao hospital, mas ainda assim ficou com a terceira posição.
- Estou muito perto agora do campeonato, mas vou lidar como se fosse qualquer outra corrida - disse o espanhol, que ganhou até agora 6 das 16 provas da temporada. ]
- Fomos rápidos no Brasil nos últimos anos, e agora nosso carro está mais forte em todos os aspectos. Então estou ansioso para correr. Como sempre, vou tentar fazer o máximo. Qual é o sentido de ir para o corrida tentando apenas o pódio? Não dá para fazer isso, você tem que querer o melhor, atacar. Então é isso que vou fazer no Brasil - disse.
Raikkonen, que também venceu seis vezes neste ano, sabe que não tem muitas alternativas. Ele precisa dar o melhor e deixar o restante para o destino.
- Faltando apenas três corridas, nada além de outra vitória será bom para mim neste fim de semana no Brasil - disse.
A McLaren vai tentar mais uma vez a dobradinha que ainda não conseguiu nesta temporada.
O colombiano Juan Pablo Montoya, companheiro de Raikkonen na equipe, ganhou no Brasil no ano passado com a Williams, quando a prova era então a última do campeonato. Mas ele será punido por uma batida na Bélgica e terá que ser o primeiro nos treinos.
Apesar disso, a equipe que usa motores Mercedes está mais confiante de que poderá ganhar da Renault no campeonato de construtores.
A Renault, que melhorou motores e aerodinâmica, tem seis pontos à frente da McLaren.
Se a McLaren conseguir a primeira dobradinha em cinco anos, Alonso terá que tomar cuidado com Jenson Button, da BAR, e com Rubens Barrichello, da Ferrari, que podem tirá-lo do pódio pela primeira vez em quatro corridas.
Barrichello largou na pole no ano passado e terminou em terceiro, atrás de Montoya e Raikkonen, encerrando nove anos de abandonos no Brasil. Mas a Ferrari não é nem sombra da equipe que dominava a Fórmula 1.
Mas o brasileiro, que correrá pela BAR no próximo ano, ainda espera algo especial para marcar o que será sua última prova com a Ferrari no Brasil.
- Olhando para a situação atual, tanto em teoria quanto na prática, não temos um carro capaz de dar uma vitória. Mas vou encarar o fim de semana com uma mentalidade positiva, já que nunca se sabe o que pode acontecer.Adoraria ir bem no Brasil. Este é o meu maior objetivo para o final da temporada. - disse o piloto.
Três brasileiros vão correr no domingo. Além de Barrichello, Felipe Massa fará sua despedida em casa da Sauber antes da troca para a Ferrari em 2006, enquanto Antonio Pizzonia substituirá o alemão Nick Heidfeld, machucado, na Williams.