O meia Felipe, do Fluminense, chega nesta terça-feira a uma encruzilhada em sua carreira. Será julgado pela 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva por uma agressão ao volante Marcos Mendes, do Campinense (PB), e pode pegar de 120 a 540 dias de suspensão. A diretoria do Fluminense contratou o advogado Clóvis Sahione para tentar absolver o jogador.
De acordo com o Fluminense, a defesa tentará inocentar o jogador desqualificando o artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), "praticar agressão física", para um outro artigo com uma pena mais branda. As possibilidades são o 161, "legítima defesa", o 255, "ato de hostilidade contra adversário ou companheiro", ou o 258, "assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva".
Apesar das imagens gravadas pela TV do soco desferido pelo jogador do Fluminense, o presidente do clube, Roberto Horcades, saiu em defesa do meia, afirmando que Felipe apenas revidou as entradas desleais de seu marcador.
- A imagem é algo muito de momento. Você pára e vê a agressão. Mas o que acontece é que os jogadores diferenciados, como o Felipe, são literalmente "caçados" em campo. E isso não é de hoje - afirmou Horcades.
Quando perguntado se isso justificava o Felipe fazer o que fez, o presidente respondeu que não, mas alegou que esse tipo de "caçada" aos jogadores de nível tem que acabar.
- Ou se melhora a arbitragem no Brasil ou tudo vai ficar muito difícil - completou.