Felipe Massa diz que escolha da Pirelli para pneus do GP Brasil é inaceitável
O piloto da Williams Felipe Massa disse que a escolha de pneus da Pirelli para a prova de Fórmula 1 no Brasil no mês que vem é “muito perigosa”. A companhia italiana anunciou na semana passada que utilizaria seus dois compostos mais duros em Interlagos, os pneus duros e médios, devido à demanda do circuito paulistano.
Piloto da Williams Felipe Massa em entrevista coletiva, em foto de arquivo
O piloto da Williams Felipe Massa disse que a escolha de pneus da Pirelli para a prova de Fórmula 1 no Brasil no mês que vem é “muito perigosa”. A companhia italiana anunciou na semana passada que utilizaria seus dois compostos mais duros em Interlagos, os pneus duros e médios, devido à demanda do circuito paulistano.
- Perigoso, muito perigoso - disse Massa a repórteres quando questionado no Grande Prêmio de Rússia do fim de semana sua opinião sobre a escolha da Pirelli.
- Não faço ideia por que escolheram médio e duro, é completamente inaceitável - acrescentou.
O único piloto brasileiro atualmente na Fórmula 1 disse que a corrida pode ser realizada com pista molhada, e que um pneu duro não fornece aderência suficiente caso seja preciso arriscar com pneus secos.
Massa, cujas preocupações com segurança foram reafirmadas após o terrível acidente sofrido por seu amigo e colega de profissão Jules Bianchi no Japão neste mês, também disse que a pista havia sido reformada, o que poderia causar problemas adicionais.
- Eu já falei com a maioria dos pilotos, eu falei com a FIA, eu falei com todo mundo, então fazer mais do que eu fiz é difícil disse o brasileiro. “Vamos esperar e ver."
O chefe da Pirelli, Paul Hembery, ficou confuso com os comentários de Massa, apontando que o pneu duro havia sido utilizado anteriormente em Interlagos, evento que sedia a penúltima corrida da temporada.
- É um dos circuitos mais agressivos que temos no calendário e há o risco de formação de bolhas (nos pneus). Sabemos que um pneu mais macio sob pressão extrema tem o potencial de formar bolhas - disse.
Hembery concordou, no entanto, que um novo asfalto pode ser um fator e disse que a companhia vai checar novamente antes da próxima reunião do grupo de trabalho dos pneus esportivos.
- Se houver um acordo unânime, podemos reconsiderar - acrescentou, embora qualquer mudança seja baseada apenas em dados técnicos.
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