Felipão faz os últimos ajustes antes da estreia do Brasil contra a Croácia
Faltam somente dois treinamentos nesta terça-feira, na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana Fluminense e nesta quarta na Arena Corinthians, para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Mais do que a ansiedade, existe a necessidade de se proceder aos últimos ajustes, corrigir os erros e aprimorar as qualidades. Isso para fazer um bom jogo na quinta-feira na Arena Corinthians, às 17 horas, em São Paulo contra a Croácia.
Felipão fez tudo o que precisava no treinamento desta segunda-feira
Faltam somente dois treinamentos nesta terça-feira, na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana Fluminense e nesta quarta na Arena Corinthians, para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Mais do que a ansiedade, existe a necessidade de se proceder aos últimos ajustes, corrigir os erros e aprimorar as qualidades. Isso para fazer um bom jogo na quinta-feira na Arena Corinthians, às 17 horas, em São Paulo contra a Croácia.
Felipão fez tudo o que precisava no treinamento desta segunda-feira. A Seleção Brasileira disputou um coletivo, em sua primeira parte paralisado a todo momento pelo técnico para fazer os ajustes, orientar posicionamento e, principalmente, repetir o ensaio de lances que considera capitais para o momento do jogo.
A colocação correta na área na cobrança dos escanteios defensivos e ofensivos; a cobrança de faltas, tendo Neymar, Marcelo e David Luiz, os três sempre juntos à bola; a marcação na saída de bola, quando todos os jogadores - atacantes, meio-campo e defensores - têm de estar atentos e partir para interceptar o lance - o atacante Hulk, por exemplo, cortou diversos lances, sempre com a tarefa de auxiliar Marcelo..
Os jogadores também entraram no clima de ajustar o que falta. Eles conversavam muito, a todo momento orientando uns aos outros, chamando a atenção para o melhor posicionamento.
Gols, bonitos, saíram em jogadas ensaiadas
Dos quatro gols que saíram no coletivo, dois foram resultado de jogadas ensaiadas por Felipão. O primeiro, em cobrança de escanteio, quando ele exercitava as ações ofensivas, em que Davi Luiz subiu maisque os marcadores e cabeceou sem defesa para Jefferson.
O segundo, também em repetição e ensaio do lance, já acontecera de maneira semelhante ao gol de falta que Neymar já tinha marcado no Panamá. David Luiz, Marcelo e Neymar ficaram próximos à bola, mas foi o último quem cobrou com muita categoria para estufar a rede.
Quando Felipão deixou a bola correr mais solta, o treino empolgou pela qualidade dos dois times. Os jogadores estavam motivados e a bola correu de pé em pé, em lances de muita velocidade.
Foi dessa maneira, que saiu o gol mais bonito. Marcelo e Neymar trocaram passes pela esquerda, com os jogadores dentro da área aguardando o desfecho do lance. O auxiliar Flávio Murtosa, que estava atrás da baliza de Victor, orientou Jô, que acabara de substituir Fred no time titular, a se melhor se posicionar.
- Jô, vai para o primeiro pau! Por primeiro pau!
Jô se deslocou, os zagueiros o acompanharam, mas Neymar não cruzou - ele descobriu Marcelo para fazer o cruzamento. O lateral-esquerdo pegou de primeira, em um lindo voleio, marcando um gol que foi aplaudido pelos companheiros.
Professor, autor de livros e um "homem de negócios", como ele mesmo se define, Carlos Julio esteve na concentração da Seleção Brasileira nesta segunda-feira, como fora anunciado na coletiva de imprensa, e ministrou uma palestra sobre comportamento, postura e formas de encarar grandes desafios para os jogadores e a comissão técnica do Brasil.
Foram quase duas horas de palestra. Poderia até ter sido mais, tendo em vista que ninguém tirou o olho do conteúdo ou perdeu a atenção. Carlos Julio falou sobre o processo de tomar decisões e a importância de se ter um grupo unido e comprometido para alcançar resultados.
Os jogadores e a comissão técnica participaram da apresentação a todo momento, fosse pelo incentivo específico do palestrante, ou também numa forma de debater o assunto daquele momento. Não foram raras as vezes em que os jogadores pediram a palavra e isso fez o encontro fluir quase como um bate papo com um mediador.
No fim, após prolongados aplausos, os jogadores ganharam de presente dois dos livros escritos pelo palestrante. Carlos Julio, que considerou essa a sua apresentação mais difícil, aproveitou para pedir autógrafos aos jogadores. Atendido prontamente, ele ficou surpreso com o pedido que veio em seguido: todos queriam uma dedicatória em suas edições.
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