O preço do feijão disparou na cidade de São Paulo, pressionando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo a pesquisa, a alta foi de 20,79%, na terceira prévia de novembro.
O coordenador da pesquisa da Fipe, Márcio Nakane, afirmou que o produto foi o principal responsável pela elevação de 1,05% no grupo alimentos, pressionando o IPC na terceira prévia inflacionária de novembro, que atingiu 0,19% ante 0,05% da prévia anterior.
Para o fechamento do mês, o economista prevê taxa em torno de 0,30%. A meta de variação do ano, projetada em 3,6%, deve ser revista, na próxima divulgação do IPC.
No período de apuração dos preços, entre 24 de outubro a 22 de novembro, comparado à média semanal dos 30 dias anteriores, também foram constatados aumentos de preços da carne bovina (5,76%) e de hortigranjeiros (3,11%).
– Os produtos in natura, principalmente as verduras, são afetados pelos temporais de final de tarde desta época do ano, observa Nakane. Além disso, ele destaca a influência da entressafra em produtos como carne, batata e laranja.
No grupo transportes com alta de (0,30% ante 0,13%), o avanço ainda está mais concentrado no preço do álcool combustível (6,09%). “A gasolina ainda apresenta pequena variação negativa, mas já na próxima pesquisa, isso deve mudar”, prevê Nakane.
O economista explicou que parte da aceleração verificada em saúde (0,68% ante 0,57%) está associada a uma alta de 0,73% nos preços dos remédios. Esse grupo, conforme esclareceu, continua apresentando os efeitos da nova tabela dos planos de assistência médica.
Entre os sete grupos pesquisados, a surpresa foi a queda de (-0,42% ante -0,27%), em um período que” já deveria ser observada uma certa influência dos pacotes de viagens”, apontou Nakane, referindo-se à aproximação da alta temporada de verão.
O fato de o grupo Habitação ter indicado recuperação de preço, passando de -0,32% para -0,39%, mostra que “a redução das tarifas de energia elétrica começa aos poucos a se dissipar”, afirmou Nakane.
O IPC da Fipe mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelos moradores da cidade de São Paulo com renda média entre um a 20 salários mínimos.
Feijão dispara e pressiona inflação em São Paulo
Terça, 27 de Novembro de 2007 às 12:05, por: CdB