Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Feema investiga vazamento de óleo no antigo prédio do JB

Terça, 27 de Setembro de 2005 às 08:34, por: CdB

Representantes da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, do Ibama e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente vistoriam nesta terça-fera o antigo prédio do Jornal do Brasil, na Avenida Brasil, em São Cristóvão. A Defesa Civil e a Feema investigam o vazamento de óleo ascarel no local.  Desde 1985 é proibida no país a venda do ascarel, até então usado como isolante em transformadores elétricos, disjuntores e capacitores.

De acordo com o Ministério da Saúde, atual dono do edifício, o vazamento ocorreu antes da desapropriação, em outubro de 2004, quando o local foi invadido. O prédio será a nova sede do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). 

O inventário do edifício registra a entrada de 11 mil litros do produto. Mas a Feema calcula em, no máximo, dois mil litros a quantidade que está armazenada inadequadamente em caixas de contenção próximas a transformadores no andar térreo do edifício. Era nesses equipamentos, cujas peças principais foram roubadas, que o óleo era utilizado.

A Feema afirma ter recebido, ana sexta-feira, uma denúncia anônima relacionada à contaminação do solo, apesar de a Defesa Civil estadual ter estado há 17 dias no prédio, onde foi feita uma vistoria. O relatório da Defesa Civil, assinado há uma semana pelo seu diretor-geral, o coronel José Paulo Queiroz, solicita uma vistoria da Feema. Mas o órgão ambiental diz que o documento nunca chegou. 

A Defesa Civil diz que enviou o documento. Já Sérgio Côrtes, diretor do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, que será instalado no antigo prédio do "Jornal do Brasil", afirmou que foi o próprio instituto que chamou a Defesa Civil depois de constatada a presença de materiais tóxicos no edifício. De acordo com ele, serão providenciadas a imediata retirada e a obrigatória combustão do ascarel e de peças contaminadas. 

- Se não tivéssemos assumido esse prédio, que está fechado há três anos, poderia ter havido uma contaminação séria. Muita gente já invadiu o edifício e pode ter tido contato com o óleo - afirmou.

A Feema fará um auto de constatação, e caberá à Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) aplicar multas.

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