Em algum momento da próxima semana, Roger Federer pode ter a chance de se sentar e assistir ao vídeo de sua imperiosa vitória por 3 sets a 0 - parciais de 6-2, 7-6 e 6-4 - sobre Andy Roddick na final de Wimbledon, no domingo.
Se assim o fizer, isso pode ajudar o suíço a explicar exatamente como ele produziu o que chamou de "talvez o melhor jogo da minha vida", já que no domingo estava quase perplexo para descrevê-lo.
- Pareceu que eu estava jogando impecavelmente, tudo estava dando certo - afirmou o jogador de 23 anos, que juntou-se a Bjorn Borg e seu ídolo Pete Sampras no livro dos recordes ao ganhar três títulos consecutivos na final simples masculina no All England Club.
- Eu acho que vai levar um pouco mais de tempo até eu cair na real. Eu me lembro durante o jogo e durante o atraso causado pela chuva, quando eu voltei, em nenhum momento eu senti realmente como se estivesse jogando de verdade - declarou.
- É como se eu não estivesse vivendo isso. É um sentimento muito estranho. Provavelmente ainda vou precisar de dias, meses, semanas, anos, eu não sei, para entender tudo isso. Quando você ganha três vezes você começa realmente a imaginar o que fez na carreira para que isso acontecesse comigo. Estou muito, muito orgulhoso - acrescentou.
Federer disse que sua atuação contra Roddick, na qual ele conquistou 49 winners e cometeu apenas 12 erros, foi melhor do que sua vitória demolidora contra Lleyton Hewitt na final do Aberto dos Estados Unidos, no ano passado, quando ele venceu dois sets por 6-0.
- Eu joguei uma partida fantástica - afirmou.
- O momento maior e mais importante numa final de Grand Slam. Eu consideraria esta maior do que a final do Aberto dos Estados Unidos, talvez o melhor jogo que eu já joguei.
<b>MÁ NOTÍCIA </b>
Federer tem más notícias para Roddick e Hewitt, que teriam a esperança que cinco títulos de Grand Slam em cinco finais poderiam diminuir o apetite do suíço.
Federer elogiou seu novo técnico Tony Roche, que jogou contra Rod Laver a final de Wimbledon em 1968.
- Eu acho que estamos muito entusiasmados e felizes - afirmou o número 1 do mundo sobre o australiano, que em seis finais de simples em Wimbledon como jogador ou técnico nunca havia conseguido uma vitória.
- Ele não mostra muita emoção, mas eu senti que ele foi levado por ela no momento em que nos vimos. Sou muito agradecido porque sei a sua idade, sei pelo que passou, como jogador e como técnico. Ele não precisa mais disso. Então, sou muito grato a ele.
Federer, que demonstra total confiança com modéstia como nenhum outro, ainda confortou Roddick, a quem também venceu na final do ano passado.
- Eu não acho que Andy olhará para trás com muitos arrependimentos sobre o seu jogo, porque eu realmente joguei tão bem quanto pude - afirmou.
- Ele é um grande jogador e eu o respeito muito. Ele é engraçado fora da quadra, na quadra. O desafio de enfrentar seu grande saque me fez jogar um bom tênis realmente. Eu sei o quanto é difícil vence-lo na quadra, então para mim este é um momento especial jogar dessa forma contra ele numa final de Wimbledon - concluiu o campeão.