Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Federais deflagram operação de combate à fraude em licitações de obras do PAC

A Polícia Federal desencadeou nesta segunda-feira a Operação Pacenas de combate a fraude em processos licitatórios envolvendo recursos do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento. Serão cumpridos 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em Cuiabá. Serão cumpridos também cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal.(Leia Mais)

Segunda, 10 de Agosto de 2009 às 07:22, por: CdB

A Polícia Federal desencadeou nesta segunda-feira a Operação Pacenas de combate a fraude em processos licitatórios envolvendo recursos do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento. Serão cumpridos 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em Cuiabá. Serão cumpridos também cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, três em Goiânia e um no Distrito Federal.

As investigações começaram em 2007 através de denúncias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público da União e do Estado. A fraude se dava por meio de indução nos editais de cláusulas que direcionavam determinadas empresas por meio de cláusulas consideradas restritivas. Denúncias anônimas davam conta de que as empresas já eram vencedoras das licitações mesmo antes do procedimento licitatório, pois os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas previamente, oferecendo pagamentos em dinheiro e parte dos contratos firmados com a Prefeitura.

De acordo com a Polícia Federal, as empresas integrantes do esquema contam com grande força política, sejam por pertencerem a políticos conhecidos em Mato Grosso ou por intenso contato de seus proprietários com políticos municipais. Foram encontradas várias irregularidades em fiscalizações relatadas pelo TCU: falta de parcelamento do objeto, preços acima dos praticados no mercado, atestados técnicos que extrapolam a análise qualitativa entre outros.

Os envolvidos responderão pelos crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa e formação de quadrilha. As penas variam de detenção de três meses até a reclusão de três anos, além de multa.

Tags:
Edições digital e impressa