Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Federação internacional diz que voar no Brasil é 'perigoso'

A Federação Internacional de Controladores de Vôos (Ifacta, na sigla em inglês) alerta que recebeu relatórios de pilotos de companhias internacionais que apontam "falhas graves" no plano de emergência estabelecido pelo governo brasileiro para a crise aérea. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Junho de 2007 às 08:43, por: CdB

A Federação Internacional de Controladores de Vôos (Ifacta, na sigla em inglês) alerta que recebeu relatórios de pilotos de companhias internacionais que apontam "falhas graves" no plano de emergência estabelecido pelo governo brasileiro para a crise aérea.

A entidade vai estudar mais relatos e pode, eventualmente, declarar o país como "inseguro" para viagens aéreas. - Eu pessoalmente não voaria para o Brasil neste momento. A situação vai além do razoável - afirmou Marc Baumgartner, presidente da entidade e controlador de vôo em Genebra.

- O que está sendo implementado é extremamente perigoso - ressaltou Baumgartner. Segundo ele, ao colocar controladores apenas habituados em defesa aérea na aviação civil, o governo está sendo "irresponsável". Para ele, o novo sistema "caminha para o caos". "Se nada for feito, será uma questão de tempo para que haja mais um acidente aéreo - acredita. Ele não divulgou as empresas que assinam os relatórios. 

A Aeronáutica não quis se posicionar sobre o assunto na manhã desta quarta-feira.

Plano de emergência

Na terça-feira da semana passada, dia 19, controladores de vôos do centro de controle de tráfego  aéreo de Brasília, o Cindacta-1, realizaram uma operação-padrão. O protesto foi o início de uma série de atrasos e cancelamentos em aeroportos de todo o país.

Durante cinco dias, os passageiros sofreram transtornos para embarcar. A situação começou a se normalizar no fim de semana, depois que a Aeronáutica apresentou um plano de emergência na última sexta-feira. A primeira providência do governo federal foi afastar 14 controladores militares da aviação civil. Eles eram considerados "lideranças negativas", segundo a Aeronáutica. Controladores militares de outros estados foram transferidos para Brasília para trabalhar no lugar deles.

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