O Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano, na sigla em inglês) aprovou nesta terça-feira a conversão da gigante do setor de cartões de crédito American Express em um banco comercial. O objetivo da medida é permitir que a instituição possa se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária. Em comunicado, liberado nesta terça-feira, o Fed aceitou o pedido da American Express depois que, em setembro, os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley fizeram o mesmo.
Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro da autoridade monetária, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, terrivelmente afetados pela crise financeira. A American Express seguiu os mesmos passos, depois que em outubro reportou uma queda em seu lucro trimestral de 24% devido ao menor uso dos cartões e às maiores dificuldades de seus clientes para devolver o crédito.
Essa situação fez com que a empresa enfrentasse dificuldades para colocar sua dívida no mercado, e, portanto, para obter financiamento.
Na véspera, o Departamento do Tesouro e o Fed anunciaram que empregarão US$ 40 bilhões adicionais para a aquisição de ações preferenciais na AIG, maior seguradora do mundo. O processo de estatização da AIG começou com US$ 85 bilhões em setembro, e subiu para US$ 123 bilhões em outubro.
A ajuda do governo à AIG no novo plano consiste em um empréstimo de US$ 60 bilhões, investimento de US$ 40 bilhões em ações preferenciais e US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos, que serão colocados em duas instituições financeiras separadas.
Os novos US$ 40 bilhões virão da ajuda financeira que o Congresso aprovou e que o presidente Bush promulgou no início de outubro, e que chega a US$ 700 bilhões.