Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Fecomércio elogia e Força Sindical critica novo salário

Quinta, 29 de Abril de 2004 às 14:03, por: CdB

Para a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), o aumento de R$ 20 no salário mínimo deve injetar R$ 600 milhões na economia. Mas na visão da Força Sindical, segunda maior central sindical do país, o novo mínimo de R$ 260 demonstrou falta de "sensibilidade e respeito com os trabalhadores". A Força defende o valor de R$ 320.

Segundo a Fecomercio, o aumento do salário mínimo não deverá causar impacto no desempenho do setor. Ela defende, no entanto, que o mínimo só tenha seu poder de compra recomposto quando estiver desvinculado dos benefícios pagos pela Previdência Social e que seja estudada uma regionalização do salário.

Leia a íntegra da nota da Força Sindical:

"A Força Sindical exige que o governo federal aumente o valor do salário mínimo para R$ 320. Nós defendemos este aumento porque esta é a única forma de o governo cumprir uma das promessas da campanha eleitoral, quando o então candidato Lula se comprometeu publicamente a dobrar o valor real do salário mínimo em 4 anos (na época, era de R$ 200).

Para isso, o governo deve promover já neste ano um aumento de 33% no valor do salário mínimo. Apenas para dobrar o valor nominal do salário mínimo (desprezando a inflação do período), o governo precisaria promover um reajuste de 24,39% neste e nos próximos dois anos. Para que o aumento seja real, é imprescindível que o reajuste leve em consideração também a inflação anual - o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE, por exemplo.

Os 33% equivalem, portanto, à soma do INPC acumulado de abril de 2003 até o mesmo mês de 2004, de 6,93%, com os 24,39%. O governo precisa ter sensibilidade e respeito com os trabalhadores. Um aumento digno para o mínimo é uma boa maneira de promover a distribuição de renda no país."

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