Diante de um público estimado, aproximadamente, em 100 mil pessoas, o espanhol Fernando Alonso pôde sentir de perto os efeitos da "Alonsomania". Para isso, bastou ao jovem piloto, de apenas 21 anos, desfilar neste domingo com seu carro de Fórmula-1 no Paseo de Castellana, um dos lugares mais nobres de Madri. O resultado pôde ser visto na reação da torcida espanhola, que hoje tem motivos de sobra para comemorar. Afinal, foi diante desse mesmo público que Alonso conquistou o segundo lugar no GP da Espanha, em Barcelona, disputado na semana passada. Festa para a torcida espanhola e em dobro para o próprio Alonso. Na prática, foi a primeira vez que o piloto espanhol pôde sentir esse gostinho, já que no Brasil, apesar de ter chegado em terceiro, teve de sair direto do carro para o hospital, depois do terrível acidente que sofreu nas voltas finais da prova - por sinal, causado por uma lambança dele próprio, da qual acabou sendo a única vítima. Alonso vive hoje o melhor momento de sua carreira (e outros certamente virão). E não é para menos: tem um carro competitivo nas mãos; mostrou que não veio à Fórmula-1 só para fazer número; é rápido e, a julgar pelo que vimos na Espanha, pode vir a ser a próxima pedra na sapatilha de Michael Schumacher, assim como Kimi Räikkönen. Que ele é capaz de disputar o título, não há dúvidas, mas isto fica para o ano que vem, talvez. Enquanto isso, cabe a nós nos rendermos ao que a nova safra de pilotos trouxe de melhor para a Fórmula-1. Alexandre Carvalho é jornalista. E-mail: formula1@ism.com.br