O DCCC capta dinheiro para democratas que concorrem para assentos na Câmara dos Deputados dos EUA. A intrusão nos servidores pode ter acontecido em junho
Por Redação, com Reuters - de Washington:
O FBI está investigando um ciberataque contra outro grupo do Partido Democrata dos Estados Unidos, o qual pode estar relacionado a um ataque cibernético anterior contra o Comitê Nacional Democrata, disseram à agência inglesa de notícias Reuters quatro pessoas a par da questão.
O FBI está investigando um ciberataque contra outro grupo do Partido Democrata dos Estados Unidos
O incidente no Comitê de Campanha Parlamentar Democrata (DCCC, na sigla em inglês) e a potencial ligação com hackers russos devem alimentar acusações, até agora não comprovadas, de que Moscou está tentando intervir nas eleições presidenciais dos EUA para ajudar o candidato republicano Donald Trump.
O Kremlin negou envolvimento no ciberataque do DCCC. Recentemente, o vazamento de emails do partido democrata causou discórdia na convenção nacional da legenda realizada na Filadélfia para nomear Hillary Clinton como candidata presidencial.
A recém descoberta invasão ao DCCC pode ter tido a intenção de juntar informações sobre doadores, e não para roubar dinheiro, disseram as fontes na quinta-feira.
Ainda não estava claro quais dados foram expostos, embora doadores tipicamente submetem uma variedade de informações pessoais, incluindo nomes, endereços de email e detalhes de cartão de crédito ao realizarem uma contribuição. Também não estava claro se as informações roubadas foram utilizadas para entrar em outros sistemas.
O DCCC capta dinheiro para democratas que concorrem para assentos na Câmara dos Deputados dos EUA. A intrusão nos servidores pode ter acontecido em junho, disseram duas das fontes.
Escândalo de e-mails
A Rússia disse aos Estados Unidos na quinta-feira que resolvam sozinhos o escândalo de vazamento de e-mails envolvendo o Partido Democrata e repudiou o que Donald Trump disse ter sido uma sugestão sarcástica de que Moscou deveria trazer à tona os e-mails "desaparecidos" de Hillary Clinton.
Trump, o candidato presidencial do Partido Republicano, causou revolta nos círculos democratas na quarta-feira ao convidar a Rússia a revelar dezenas de milhares de mensagens eletrônicas da época em que sua rival Hillary era a secretária de Estado norte-americana.
O republicano fez a colocação depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter afirmado ser possível que a Rússia tente influenciar a eleição presidencial de 8 de novembro na esteira de um vazamento de e-mails do Comitê Nacional Democrata que especialistas atribuem a hackers russos.
As insinuações de envolvimento russo irritaram o Kremlin, que o negou categoricamente e acusou políticos dos EUA de tentar explorar um temor de Moscou digno da Guerra Fria fabricando histórias com propósitos eleitorais.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vem procurando evitar a impressão de que favorece qualquer candidato norte-americano, mas ao mesmo tempo vem louvando o populista Trump, que classifica como "muito talentoso". A cobertura da televisão estatal russa tem se inclinado mais para Trump do que Hillary.
Nta quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as acusações de uma atuação russa na invasão de e-mails do Partido Democrata beiram a "estupidez total" e foram motivadas por um sentimento anti-Rússia. Ele rechaçou de imediato a sugestão aparentemente sarcástica de Trump para que a Rússia revele as mensagens de Hillary. "No tocante a estas levas (de e-mails), essa dor de cabeça não é nossa. Nunca metemos o nariz nos assuntos dos outros e realmente não gostamos quando as pessoas tentam meter o nariz nos nossos", afirmou. "Os norte-americanos precisam chegar ao fundo do que estes e-mails são eles mesmos e descobrir do que se trata". Analistas dizem que o Kremlin saudaria uma vitória de Trump em novembro porque o bilionário tem elogiado Putin repetidamente, falado sobre o desejo de se dar bem com a Rússia e dito que cogitaria uma aliança com Moscou contra o Estado Islâmico.
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