Investigadores acreditam que a linhagem da bactéria de antrax que matou um homem no estado norte-americano da Flórida e contaminou outro foi fabricada em um laboratório do estado de Iowa, há meio século, disseram fontes à CNN, nesta quarta-feira. Os investigadores advertiram, no entanto, sobre o fato de os testes confirmando suas suspeitas ainda não terem sido concluídos, acrescentaram as fontes. Caso essa tese prevaleça, as autoridades podem abrir um processo criminal para determinar quem foi o responsável por enviar a bactéria para o prédio da companhia American Media Inc., em Boca Raton, onde ocorreram os dois casos na última semana. Robert Stevens, o editor de fotografia de um tablóide de supermercados, morreu na sexta-feira passada, vítima de inalação de antrax. Um colega, não identificado, ficou também exposto à bactéria, de acordo com exames médicos. Investigadores disseram que a bactéria que infectou Stevens era da mesma linhagem do antrax detectado no segundo funcionário. Amostras da bactéria foram também encontrados no teclado do computador de Stevens. Quando a linhagem de antrax foi produzida, nos anos 1950, disseram as fontes, os cientistas estudavam a criação artificial da bactéria para fins de pesquisa. Mas o que aconteceu desde então, até o suposto aparecimento dessa linhagem no prédio em Boca Raton, é o mistério que os investigadores tentam desvendar. As fontes não identificaram o laboratório em Iowa onde a bactéria teria sido desenvolvida nem sabem se as instalações continuam em operação. De imediato, não foi estabelecida nenhuma ligação entre os acontecimentos na Flórida e os atentados terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington. Notícias sobre possível descoberta de antrax em outras áreas da Flórida e também no estado de Virginia, nos últimos dias, foram desmentidas pelas autoridades.
FBI confirma que bactéria do antrax foi manipulada em laboratório nos EUA
Quarta, 10 de Outubro de 2001 às 13:29, por: CdB