O fazendeiro Norberto Mânica, um dos maiores plantadores de feijão do país, foi apontado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de Minas Gerais como o mandante do assassinato por ter sido multado em mais de R$ 2 milhões. Ele ainda não se manifestou sobre a declaração da PF e ainda não recebeu intimação.
Ao longo de seis meses de investigação, a polícia reuniu um conjunto de informações indicando que Mânica, um dos fazendeiros mais multados pelo Ministério do Trabalho por irregularidades trabalhistas, era o principal interessado na morte dos fiscais, especialmente de Nelson José da Silva, um dos mais rigorosos agentes da fiscalização trabalhista.
Os seis acusados de terem participado dos assassinatos dos três fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho, em 28 de janeiro deste ano, em uma emboscada em Unaí, em Minas, foram apresentados nesta quarta-feira pela manhã à Justiça de Minas Gerais.
Os quatro executores e os dois contratantes dos crimes vão ser levados em um avião da Polícia Federal e depois retornam para a Superintendência da PF em Brasília, informou a assessoria de imprensa da PF. Eles teriam recebido R$ 50 mil pelo crime, segundo o delegado que investigou o caso.